O grande massacre de gatos

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA – DEHIST
LICENCIATURA PLENA EM HISTÓRIA

O GRANDE MASSACRE DOS GATOS E OUTROS EPISÓDIOS DA HISTÓRIA CULTURAL FRANCESA

Trabalho apresentado ao programa de graduação do Curso de Licenciatura em História do DEHIST/UFRPE, como requisito parcial da disciplina de Seminário.
Discentes: Amanda Rafaella, Irapuan Santos e JoséCarlos.
Docente: Ângela Grillo

Recife, Fevereiro de 2013
DARNTON, Robert. O Grande Massacre de Gatos e outros episódios da História Cultural Francesa. Editora Graal, Rio de Janeiro, 1986, pp. 103-139.
Resumo:
O Autor do texto Robert Darnton, nasceu em Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 10 de maio de 1939. É filho de jornalistas. Cursou História em Havard e o doutorado em História nauniversidade de Oxford. É especialista em História da França do século XVIII, e seus estudos trazem a Revolução Francesa e o Iluminismo. É um historiador cultural, em 2007 assumiu a direção da biblioteca de Havard, onde atualmente atua na direção da biblioteca e ainda é professor de história em Havard. Sua última obra é The Case for Books: Past, Present and Future, de 2009.
O capítulo que iremosabordar é o seguinte: Os trabalhadores se revoltam: O Grande Massacre de Gatos na Rua Saint – Séverin. Darnton no início do capítulo contextualiza o Grande Massacre de Gatos que ele irá abordar, esse massacre de gatos, aconteceu na década de 1730, em Paris na França mais precisamente na Rua Saint – Séverin, na gráfica de Jacques Vincent. O autor conta o massacre a partir de uma narrativa feita por umoperário que estagiava na gráfica naquele período, chamado Nicolas Contat.
O autor faz referência a distinção de tratamento que os patrões davam aprendizes, aos assalariados e por fim os gatos. A esse respeito menciona:
“Dormiam num quarto sujo e gelado, levantavam-se antes dos amanhecer, saíam para executar tarefas o dia inteiro, tentando furtar-se aos insultos dos oficiais (assalariados) e aosmaus-tratos do patrão (mestre), e nada recebiam para comer, a não ser sobras. Achavam a comida especialmente mortificante. Em vez de jantar à mesa do patrão, tinham de comer os restos de seu prato na cozinha. Pior ainda, o cozinheiro vendia, secretamente, as sobras, e dava aos rapazes comida de gato – velhos pedaços de carne podre que não conseguiam tragar e, então, passavam para os gatos, que osrecusavam”. (págs: 103 e 104)
Foi a partir desse tratamento que Contat resolveu contar esse assunto. Enquanto que os aprendizes tinham esse tratamento, os gatos eram tratados diferentemente, os burgueses gostavam dos gatos, a patroa colocou até nome em uma gata cinzenta, chamou-a de la grize. Os gatos nesse período estavam por todos os lados de Paris, principalmente nas gráficas, o autormenciona que existia um burguês que possuía vinte e cinco gatos.
O autor conta a rotina de dois aprendizes Jerome e Léveillé, que não conseguiam dormir direito por causa dos gatos que uivavam a noite toda no telhado em cima do quarto, onde os mesmos tinham que acordam cedo, por volta das cinco horas da madrugada, para receber os assalariados e começa mais um dia de trabalho. Enquanto que os patrõesdormiam até mais tarde, deixava a responsabilidade para o capataz, que administrava a oficina.
Numa noite os aprendizes resolvem perturbar o sono dos patrões, Léveillé, diz o autor, imitava muito bem, então o mesmo rastejou no telhado até chegar próximo ao quarto dos patrões e começou a imitar os gatos, uivando e miando, fazendo repetidas vezes para que os patrões não dormissem. Resultado: o patrãomandou que se livrassem dos gatos, mas a patroa pediu para que la grise fosse poupada.
O grande massacre de gatos se deu quando todos da oficina se unirão para exterminar todos os gatos, e la grise não escapou. Os operários fizeram um rito simbólico até com julgamento para os gatos, enforcando alguns. O patrão ao chegar, vendo o trabalho parado, reclamou, mas saiu, e a patroa perguntou pela...
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