O funcionalismo

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  • Publicado : 4 de abril de 2013
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O FUNCIONALISMO
URBANISMO, ARQUITETURA, DESENHO INDUSTRIAL A época do funcionalismo é um período inserido entre as grandes guerras, produto das novas conformações sociais, políticas, econômicas e tecnológicas estabelecidas após o intenso belicismo e a maciça produção industrial. A partir das transformações do pós-guerra não é possível pensar antigas questões como antes. As questões urbanas,arquitetônicas e artísticas, se antes se apresentavam como situações subjetivas de um futuro distante, agora ganham força e exigem soluções. A cidade passa a ser entendida como um organismo produtivo, tecnológico, social e político cujo crescimento qualitativo e quantitativo caso não organizado racionalmente emperra seu funcionamento. Nesse sentido a figura do arquiteto passa a ser exigido não apenascomo um simples construtor, mas como um pensador do espaço urbano. E, toda a arquitetura moderna a ser revista segundo os princípios funcionalistas. O Funcionalismo como produto do crescimento urbano, do caos instaurado no pós-primeira guerra e consequente agravamento das questões urbanísticas prega a necessidade de tornar as cidades cada vez mais funcionais. E, como tendência artística prega quetanto na arquitetura quanto no urbanismo ou no mobiliário, a forma deve resultar da perfeita adequação a função. Portanto, seus princípios básicos determinam:- Condicionamento dos projetos arquitetônicos pelo meio envolventes, que obriga o arquiteto a assumir-se também como urbanista; - Prioridade do planejamento urbanístico sobre o projeto arquitetônico; - Recurso à tecnologia industrial, àestandardização e à pré-fabricação em série, isto é, à progressiva industrialização da produção de objetos da vida diária. -Procura de soluções arquitetônicas que conciliem o sentido estético com as funções do edifício, em articulação com as necessidades práticas de um cotidiano urbano cada vez mais massificado; Segundo Argan, o principal obstáculo que impede que a estrutura se adéque à função urbana éa especulação imobiliária. Ela divide os arquitetos de então entre os oportunistas que aceitam essa prática e dela tiram vantagem, piorando a condição das cidades, e os que verdadeiramente são arquitetos e urbanistas que encaram a questão funcional da cidade. É possível que a especulação imobiliária tenha se iniciado desde que foi instaurado o conceito de propriedade. Porém, é mais provável queessa prática, como a conhecemos hoje, tenha começado nos primórdios do capitalismo, após as revoluções burguesas. A partir do momento em que a burguesia instaura o direito à propriedade como inalienável, dá-se margem para que a especulação desta ocorra. Até os dias atuais essa questão se mostra muito presente. Se os urbanistas modernos propunham uma cidade funcional que primava pela interação deseus habitantes através do uso de espaços comuns, hoje o que vemos são os mesmos oportunistas de outrora propondo seus empreendimentos imobiliários na forma dos condomínios fechados. Como se vê, velhas questões continuam ainda a serem obstáculos para o pelo desenvolvimento da cidade. Mas isso não tira a validade das soluções, das diversas orientações e formulações problemáticas ligadas às diversassituações políticas sociais e culturais surgidas e intensificadas a partir das primeiras décadas do século XX.
Dentre as correntes do funcionalismo é possível distinguir inicialmente duas: acorrente racionalista e a corrente organicista. Dentro da corrente racionalista pode-se distinguir o racionalismo formal de Le Corbusier na França, o racionalismo metodológico - didático de W. Gropius e daBauhaus na Alemanha, o racionalismo ideológico de Construtivismo soviético, o racionalismo formalista do Neoplasticismo holandês e o racionalismo empírico de A Aalto nos países escandinavos. A corrente organicista fundamenta-se no pensamento racionalista orgânico de Frank L Wright nos Estados Unidos. O Racionalismo Formal Tendo como expoente, idealizador e propagador o arquiteto e artista Le...
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