O final dos tempos

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  • Publicado : 9 de maio de 2012
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Quando consideramos a questão do uso abusivo de drogas na escola, sempre corremos alguns riscos inevitáveis, ou de sermos considerados como muito conservadores ou muito liberais. Isto já é um fato importante para começarmos a compreender a problemática do uso abusivo de drogas na escola. Ou seja, de que lado você está, do mocinho (que nunca usa droga) ou do bandido. Historicamente a questão dasdrogas vem sendo compreendida de uma maneira dualista, o Bem e o Mal, o Certo e o Errado.
A partir deste conceito os programas de prevenção priorizavam a abstinência total ao uso de drogas, o que hoje está representado pelo tipo de campanha “Diga não as drogas”. Assim, este tipo de programa preventivo pretende em última análise “informar e formar” pessoas para que nunca experimentem qualquer tipode drogas.

Olhando por este prisma fica fácil entender porque tantos educadores apoiam e trabalham com este tipo de programa, afinal, qual educador defenderia e acreditaria nos benefícios do uso de drogas ?

Entretanto, nesses últimos anos as pesquisas sobre o uso abusivo de drogas na adolescência revelam um fato de maior importância . Os projetos que priorizam a abstinência total ao uso dedrogas não conseguem alcançar seu maior objetivo : fazer com que os jovens não experimentem as drogas. O que vem sendo apontado como um dos grandes problemas deste tipo de projeto é justamente o que está em sua base : a simplicidade da concepção dualista ( o Bem e o Mal, o Certo e o Errado) . Aqui vão algumas idéias para compreendermos melhor este fato e, por fim, apontar possíveis caminhos parauma tarefa preventiva na escola.
O uso de drogas x o uso abusivo de drogas
Em primeiro lugar, é importante repensarmos alguns conceitos que podem nos auxiliar a esclarecer certos enganos. Falamos diversas vezes à palavra drogas, mas o que são as drogas ? Existem diversas definições sobre o que sejam as drogas, aqui usaremos o conceito utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS): drogas sãosubstâncias que provocam algum tipo de alteração no Sistema Nervoso Central. Assim, devemos entender que quando falamos em drogas estamos nos referindo: as ilícitas (proibidas) como a maconha , o lança-perfume, a cocaína, o crack e etc, e as drogas lícitas (liberadas) como o álcool, o tabaco, a cafeína e os remédios ( anti-depressivos, reguladores de apetite, anabolizantes, etc.) .

Outroesclarecimento pertinente é sobre a grande diferença entre a prevenção ao uso de drogas e o abuso das drogas. Quando o trabalho preventivo é em relação ao uso de drogas o objetivo principal é que o jovem sequer experimente uma droga, o que na atualidade soa, para dizer o mínimo, irreal. Ou seja, a idéia é fazer, por exemplo, que nas festas os jovens nunca experimentem o álcool. Por outro lado, otrabalho preventivo ao abuso de drogas tem uma outra estratégia. Aqui o que se pretende é instrumentalizar o jovem para não fazer uso abusivo de uma droga como, por exemplo, ficar embriagado numa festa. A diferença entre estas duas posturas preventivas está no fato de que a primeira (uso de drogas) não leva em consideração a realidade vivida pelo jovem enquanto que a segunda (abuso de drogas) trabalhaativamente com esta realidade.

O trabalho preventivo ao uso abusivo de drogas considera o fato de que o jovem está sujeito a experimentar e usar uma droga eventualmente, e desta maneira, o trabalho preventivo está em educar as pessoas a fazer o uso desta droga com moderação e responsabilidade. Isso nos leva a outra questão importante: será que isto é possível?
O conceito de porta de entradaTodos nós já ouvimos falar de que o uso de uma droga, por exemplo, a maconha ou o álcool, é a porta de entrada para outras drogas ditas piores ( crack, heroína, etc). Este conceito afirma que quando uma pessoa experimenta ou usa eventualmente uma droga ela teria muito mais chances de vir a ser um dependente químico de que outra pessoa que nunca experimentou ou usou uma droga. As pesquisas mais...
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