O fim do mundo antigo

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Universidade Norte do Paraná
UNOPAR

O fim do Mundo Antigo
Uma Discussão Historiografica

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Historia 1º semes

Maio – 2012
Mogi das Cruzes - SP
O fim do Mundo Antigo

A linguagem é um organismo “vivo” que vive em evolução e dessa maneira ela passa a se modificar com o passar dos tempos.
A História não é como a Linguagem, a História éconcebida pela ação do homem, e que vai influenciando a linguagem de sua respectiva época e assim vai adquirindo a personalidade atual.
Mas pode-se dizer o contrário também, pois a História pode ser influenciada pela Linguagem. Podemos ver isso nos tempos atuais com a revolução tecnológica como exemplo o poder que a internet exerce nos dias atuais, fez com que se criassem novos e melhores meios decomunicação, uma vez que em épocas entre 1800 e 1900 isso não existia. Com esse novo poder, o mundo se modificou e os homens também, e não só eles, a História também se modificou e acabam tomando caminhos diferentes.
Na Antiguidade clássica, o Mythos opunha-se ao Lógos, à Razão e ao discurso filosófico de natureza racional, o qual era tido como verdadeiro, e, como tal, contraposto às narrativasmíticas, pilares de sustentação das sociedades chamadas arcaicas. Todavia, a filosofia penetrava no campo do mito ao se propor a estudar questões tipicamente humanas, como, por exemplo, a busca das origens e a ordem do mundo. Saindo do âmbito daquilo que não pode ser transformado em conceito, o discurso filosófico racionalizou e laicizou a narrativa mítica, procurando superá-la e deixando-a como coisa deum passado primitivo.
Dessa forma, sucede-se uma mudança nos paradigmas a partir dos pressupostos filosóficos que fornecem "modelos para a compreensão da gênese e da regulação do mundo" (Vernant, 1962/1987, p. 119). O mito deixa de ser a explicação para as coisas do cotidiano e o cotidiano passa, então, a explicar as construções míticas. Uma tempestade, por exemplo, deixa de ser vista como umacesso de fúria dos deuses e passa a ser um fenômeno natural que não justificaria uma crença na ira divina.
Substitui-se, então, a linguagem mítica, toma-se distância de uma Mitopoiése e insere-se numa outra, a linguagem do discurso filosófico. A origem dessa transformação remete-nos ao mito do surgimento do oráculo de Delfos, narrado por Menard (1985):
Na origem, a resposta do deus, tal qual adavam os sacerdotes, era sempre formulada em versos; mas tendo tido um filósofo a idéia de perguntar por que o deus da poesia se exprimia em maus versos, a ironia foi repetida por todos, e o deus passou a falar somente em prosa, o que lhe aumentou o prestígio (p. 30).
Nesta perspectiva, o surgimento da filosofia, na Grécia, marca, de acordo com a maioria dos estudiosos, o declínio do pensamentomítico. Apesar de Walter Burkert (1991) ser um dos autores que se opõe a essa idéia, afirmando que a filosofia nunca se emancipou do mito completamente, os demais apontam para o fato da ordem humana passar a ser definida por si mesma, traduzindo-se em fórmulas acessíveis à compreensão do homem, na qual passou a ser aplicada "a lei do número e da medida" (Vernant, 1962/1987, p. 150).
O Mito, em umasegunda concepção, é situado em um plano diferente da lógica científica, mas é dotado de igual valor por ser "uma forma autônoma de pensamento ou de vida" (Abbagnano, 2000, p. 673) e possui uma lógica própria, podendo, assim, ser considerado uma forma de fazer filosófico.
O Romantismo foi uma das vertentes teóricas que adotaram esse novo conceito de mito. Essa doutrina do mito também foi acolhida edesenvolvida por outros filósofos e sociólogos, dentre eles, destaca-se Cassirer. No volume II de sua obra, Filosofia de las formas simbólicas (1964/1998), este autor trata do pensamento mítico, apresentando, inicialmente, a relação da filosofia com o mito e várias posturas adotadas por diversos filósofos, ao tomá-lo como objeto de reflexão.
Ao adotar alguns pressupostos de Hegel, Cassirer...
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