O fascismo e o nazismo

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O FASCISMO E O NAZISMO

Pedro Conceição Carvalho
Mestrando em Ciência Política: Cidadania e Governação Universidade Lusófona

Maio de 2007

Índice

Introdução......................................................................................................................... 3 1. O ESTADOTOTALITÁRIO FASCISTA ................................................................... 5 1.1. Uma nova ordem anti-liberal e anti-socialista; a negação dos direitos individuais; a mística do Estado e da Nação .................................................................................... 6 1.2. A afirmação da superioridade das elites e da pureza rácica .................................. 8 1.3. O cultodo Chefe; encenação e propaganda........................................................... 9 1.4. A mobilização das massas: adesão social e organismos de enquadramento; o aparelho repressivo do Estado ...................................................................................... 9 2. PARTICULARISMOS DOS MODELOS FASCISTA E NAZI................................ 13 2.1. O corporativismoitaliano .................................................................................... 13 2.2. A violência racista e o militarismo na Alemanha................................................ 14 3. O FASCISMO EM PORTUGAL: A PROGRESSIVA ADOPÇÃO DO MODELO ITALIANO NAS INSTITUIÇÕES E NO IMAGINÁRIO POLÍTICO......................... 20 3.1. A adopção do modelo fascistaitaliano................................................................ 21 Conclusão ....................................................................................................................... 24 Bibliografia..................................................................................................................... 26

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Introdução

Entre crises, tensões e períodos de prosperidade, os anos vinte etrinta puseram em causa, na Europa e nos EUA, o modelo do liberalismo económico.

Primeiro foram os choques inflacionistas que depauperaram, no pós-guerra, as frágeis economias e sociedades europeias, profundamente dependentes dos créditos americanos. Depois, quando a reconversão parecia assegurada e a “prosperidade” garantida, foi a vez de os EUA mergulharem na maior e mais grave crise económicada sua história. A Depressão dos anos trinta, que começou com o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929, deixou na ruína os financeiros, os agricultores e os industriais americanos e fez crescer o desemprego a índices jamais vistos. No centro das decisões económicas, os EUA haviam fatalmente de influenciar o mundo e, por isso, quer os produtores de matérias-primas quer a Europa mergulharam tambémna miséria.

Perturbada e decadente, a velha Europa questionou o liberalismo político e a democracia parlamentar. As massas populares, afectadas pelo desemprego e seduzidas pelo exemplo da Rússia bolchevista, agitaram-se revolucionariamente, indo ao ponto de intimidar as classes possidentes. As classes médias, alicerce do liberalismo e grandes vítimas da queda do poder de compra, sentiram-seatraiçoadas e perderam toda a confiança no Estado burguês. Entretanto, grassavam os nacionalismos, tanto mais exaltados e agressivos quanto os respectivos povos se sentiam vítimas da humilhação internacional: neste caso estavam particularmente os derrotados da I Guerra, como a Alemanha, ou, de um modo geral, aqueles que se sentiram vencedores frustrados e incompletos, como a Itália.

Em Portugal,muitos intelectuais, desiludidos com o republicanismo, sentiam-se atraídos pelas ideias fascistas. Já, aliás, desde os primeiros anos da República que, entre os intelectuais e os jovens estudantes, despontara uma corrente doutrinária, o Integralismo Lusitano, que defendia o regresso à monarquia tradicional, antiparlamentar, ao reino da nobreza latifundiária.

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Com os ideais anti-burgueses,...
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