O eterno retorno

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  • Publicado : 29 de janeiro de 2013
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Acadêmico: Raphael Felipe Da Rocha E Silva

A relação entre mito e tempo esteve muito presente na história das civilizações antigas. O mito poderá caracterizar o tempo,dependendo da civilização, como algo reversível e que sempre busca um retorno às origens ou a renovação da vida.
O mito se dará de forma cíclica na antiguidade, pois asprimeiras civilizações buscavam um retorno à origem ou a renovação da vida, isso geralmente ocorria através dos rituais que “voltavam no tempo”, revivendo o mito. A sucessão entre odia e a noite, as quatro estações, os períodos de cheia e seca dos rios, poderiam ser remetidos a uma narrativa mítica cíclica, pois tais fenômenos retornavam a um ponto deorigem. O retorno mítico também podia exercer função de cura, em algumas tribos esse retorno era uma das maneiras para se curar uma doença, percebendo-se que o retorno míticocosmogônico ou o retorno à origem de criação da tribo traz uma ideia de revitalização.
Para os gregos, o mito também servia para a explicação da origem dos males humanos,entretanto esse mito não seria cíclico se não houvesse a prática dos rituais. Os rituais eram essenciais para o equilíbrio do tempo cíclico, já que eles renovavam os diversos processos,tais como o mito cosmogônico, a degradação moral e a moralização do homem e a destruição e renovação dos deuses. José D’Assunção Barros afirma que o ritual permite refazer aoutra metade de um tempo cíclico, restabelecendo um equilíbrio.
O mito é uma renovação, um retorno, quando está associado ao ritual, e é fundamental devido à função demanutenção do equilíbrio. A ausência de uma explicação racional traz no mito uma resposta para o inexplicável, além de manter o equilíbrio da vida política, social e religiosa.
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