O estado judeu e a palestina: o início do conflito (1880-1945)

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  • Publicado : 27 de novembro de 2012
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O ESTADO JUDEU E A PALESTINA: O INÍCIO DO CONFLITO (1880-1945)


Entre os conflitos mais relevantes e duradouros que se pode observar na contemporaneidade, sem dúvidas, um merecedor de destaque seria o conflito entre judeus e palestinos.
É válido compreender o como fora iniciada esta questão.
Durante o século 19, a Palestina era tratada em poucas fotos que eram tiradas. Neste período aEuropa começava a descobrir os prazeres do orientalismo e os primeiros fotógrafos são também pintores. Artistas viajantes começaram a descobrir a Palestina e perpetuavam seus habitantes.
Em 1896 o cinema dava seus primeiros passos. É deste ano que estão registradas as primeiras imagens da Palestina. As primeiras imagens registraram uma sociedade muito semelhante a do Cairo, Damasco e Beirute. Umacidade árabe como outra qualquer.
Pelo fim do século 19 a Palestina tem 500 mil habitantes, dos quais 30 mil vivem em Jerusalém.
Neste período é possível encontrar adeptos das três grandes religiões – judaísmo, islamismo e cristianismo – vivendo na Palestina. Essa “mistura” de religiões é possível de ser percebida em vídeos da época onde, por exemplo, um judeu que recita uma oração em hebraico temcomo sua língua cotidiana o árabe.
Os judeus somavam a metade da população de Jerusalém, mas no país como todo não chegavam a 5%. Os cristãos somavam 10%. Os muçulmanos 85%. Todos eles, súditos do sultão de Constantinopla.
Com o colonialismo, o poderio de Constantinopla cai consideravelmente. A França e Itália se apossaram do norte da África. A Inglaterra, por sua vez, se apossou do Egito. Oimpério estava doente e afundado em dívidas. Os Oficiais de espírito moderno exigiam reformas e nas províncias só se falava em independência. O regime estava posto contra a parede.
Distante da Palestina, em São Petesburgo, outro império está perdendo o esplendor. Em 1881, o assassinato de Alexandre II, leva seu neto Nicolau ao trono. Ele será o último czar, anunciando um tempo de revolução.
Osczaristas resolvem culpar o povo judeu por todas as doenças do povo russo. Em 1880 eles somavam 5 milhões. Em vinte anos, dezenas de milhares deles foram massacrados. E centenas de milhares que conseguiram escapar, fogem para a América. Outros permanecem e apoiam a revolução e alguns poucos românticos e sonhadores, inventam o sionismo.
Pelo fim do século XIX, 4500 colonizadores judeus haviam chegado àPalestina. Eles entendiam que sua tarefa era trabalhar a terra e criar um novo judeu que seja são em corpo e alma. Esses são os primeiros nacionalistas judeus, e foram chamados os Amantes de Sião.
Neste contexto emerge a figura do jornalista Theodor Hertzl, que apesar de nascido em Budapeste, havia sido educado em Viena.
Após o caso Dreyfus na França ele escreveu: “Se até mesmo a França doIluminismo procura levar os judeus a morte devemos ter nossa própria terra. Um estado que sejamos nós os senhores”.
Em 1897 ele comanda o primeiro congresso sionista na suíça e lança os fundamentos de uma organização política efetiva. Ele determina a meta de não mais do que cinquenta anos para a criação do Estado Judeu.
Os sionistas se estruturaram, criaram o seu próprio banco, uma editora emdiversos idiomas e uma organização mundial cujo propósito é adquirir o máximo possível de terras na Palestina.
Compradores do fundo nacional judaico compravam em dinheiro. Eles tinham uma aparência diferente dos judeus nascidos na Palestina. Compravam qualquer terra que fosse oferecida, fértil ou não. Nos contratos eram estipulados que uma vez que a terra fosse adquirida por um judeu ela só poderia sertrabalhada por judeus.
Neste contexto são criados os primeiros Kibutz, que eram formas de coletividade comunitária que viriam a ter papel decisivo para a futura criação do Estado Judeu.
Em 1910 os judeus ainda compõe apenas 8% da população.
Por volta de 1914, com a Primeira Grande Guerra prestes a arruinar a Europa, o kaiser Guilherme II visitaria Constantinopla. O sultão Mermaid V não...
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