O ensino superior e os alunos com dificuldades auditivas

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  • Publicado : 1 de setembro de 2012
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INTRODUÇÃO
Considerando o contexto atual dos sistemas de ensino, acredita-se que a perspectiva de educação para todos constitui um grande desafio, pois a realidade aponta para alguns percalços que precisam ser superados, quando se trata principalmente da educação inclusiva.
A comunicação é uma necessidade mundial, tendo em vista desde a antiguidade, pessoas de diferentes raças, provenientes dasmais diversas regiões do mundo, utilizam-se de várias formas de linguagem, tais como: Língua de sinais, oralismo, comunicação total, bilingüismo, a datilologia e sinais metódicos.
Sendo uma questão geradora de muitas visões e discussões: por parte da instituição de ensino estar preparada, o profissional da educação estar capacitado a trabalhar com alunos que apresentam dificuldades de ensino e asocialização destes alunos com os demais.
Sabendo que a educação é um direito garantido a todos, esta pesquisa tem o objetivo de analisar como têm sido inseridos os alunos com dificuldades auditivas no Ensino Superior.











HISTÓRICO DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA
A sociedade de modo geral obtinha uma visão negativa a respeito da surdez, Segundo Goldfeld (1997), eram vistas comcompaixão, como pessoas castigadas pelos deuses ou enfeitiçadas, sendo elas abandonadas ou sacrificadas.
A visão de que a pessoa com surdez era primitiva prosseguiu até o século quinze, só a partir do século dezesseis é que surgiram os primeiros educadores de pessoas com surdez.
Com isso vários educadores se propuseram a criar diferentes metodologias para ensinar as crianças com surdez, baseando-sena linguagem oral, ou seja, a língua auditivo-oral.
O oralismo, que venceu a língua de sinais que foi oficialmente proibida, passando a oralização a ser o principal objetivo da educação das crianças surdas, que ficavam a maior parte do tempo nas escolas recebendo treinamento oral, este dominou até a década de sessenta.
Em 1968 surge a Comunicação Total que incorpora modelos auditivos, orais emanuais para assegurar a comunicação eficaz entre as pessoas com surdez, este método chega ao Brasil no fim da década de setenta, na década seguinte começa o Bilinguismo que enfatiza a língua portuguesa como a segunda língua ensinada e a linguagem dos sinas, a língua materna, que desde a década de oitenta vem se expandindo por todos os países do mundo.

A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS

Em1712-1789, surge então a primeira escola para crianças surdas na França, o Abade Michel de L´Epée, onde foi utilizada a língua de sinais, uma combinação dos sinais com a gramática francesa, com o objetivo de ensinar a ler, escrever e transmitir a cultura e dar acesso à educação(SAKCS, 1989), em 1950, surge na Alemanha, a primeira escola pública, baseada no método oral e tinha apenas nove alunos.
Noséculo XIX, os Estados Unidos se destacaram na educação dos surdos utilizando a ASL (Língua de Sinais Americana), com influência da língua de sinais francesa trazida por Laurent Cler, professor surdo francês, discípulo de Abard Sicard, seguidor de L´Epée, fundando junto com Thomas Gallandet, a primeira escola americana para surdos e em 1864 transformando neste mesmo ano a única universidade parasurdos no mundo.


A Educação de Surdos no Brasil

Iniciou-se com a criação do Instituto de Surdos- Mudos, atualmente o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), fundado em 26 de setembro de 1857, pelo professor surdo francês Ernet Hwet, que veio ao Brasil a convite de Imperador D. Pedro II para trabalhar na educação de surdos.
De inicio eram educados por linguagem escrita, articuladae falada, datilogia e sinais. A disciplina Leitura sobre os Lábios esta voltada apenas para os que apresentassem aptidões e a desenvolver a linguagem oral, ressaltando-se que naquele tempo, o trabalho de oralização era feita pelos professores comuns, não havia especialistas, com isso a comunidade surda veio conquistando seu espaço na sociedade.
A Constituição brasileira, em seu artigo 208,...
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