O ensino da tabuada

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METAS CURRICULARES DE PORTUGUÊS

CADERNO DE APOIO

Aprendizagem da leitura e da escrita (LE)

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1.

Fundamentar a leitura e a escrita no desenvolvimento da oralidade A população que ingressa no Ensino Básico carateriza-se por uma grande diversidade

no que respeita ao domínio da língua oral, tanto em compreensão quanto em expressão, e ao dos conhecimentos sobre a língua escrita.Essa diversidade releva sobretudo de dois fatores: as diferenças de meio sociocultural e a frequência prévia, ou não, da educação pré-escolar. No início do 1.° ano de escolaridade, os professores devem verificar com o maior cuidado o nível de todos os seus alunos a fim de dedicarem uma atenção especial, concretizada em atividades compensatórias, às crianças que apresentem atrasos em aquisiçõesnaqueles domínios. Idealmente, na educação pré-escolar, sobretudo no decurso do seu último ano, a criança já teve ocasião de desenvolver a linguagem de evocação, que permite a referência a agentes e a acontecimentos não presentes no espaço ou no tempo, de frequentar a arquitetura textual, as construções sintáticas e o vocabulário típicos dos livros infantis ilustrados, de contos e de textosinformativos, assim como de se familiarizar com a maneira como a escrita representa a oralidade, da frase até à letra. A fim de preparar a aprendizagem da leitura e da escrita, é essencial que, desde o 1.° ano, a comunicação oral, através de trocas de ideias e de debates coletivos sobre informações, projetos, etc., já encetada na escola infantil, se torne uma atividade regular, para a qual o professor deveráreservar semanalmente, pelo menos, uma hora. A cada aluno deverá ser dada a ocasião de fazer exposições orais programadas, após discussão e preparação, sobre um acontecimento particularmente significativo ou sobre questões tratadas na aula ou relacionadas com leituras, de textos narrativos ou explicativos, feitas pelo professor. Tais exposições orais, inicialmente curtas (de 3 a 5 minutos) eprogressivamente mais longas e argumentadas, podem também servir de síntese ao trabalho coletivo ou individual realizado sobre álbuns, gráficos, documentos audiovisuais e outros que resultem de pesquisa temática através de palavras-chave na internet. No 1.° ano, nomeadamente nos dois primeiros períodos, a compreensão de textos não está ainda ao alcance dos alunos, sobretudo se os textos contiveremmuitas palavras (mais de 5%) cujo significado eles desconhecem ou outras que não tiveram ocasião de decodificar previamente (mais de 10%). Assim, durante o 1.° ano, o trabalho da compreensão deverá ter por objecto, em grande parte (quase exclusivamente nos primeiros meses), a compreensão oral, mas uma compreensão que, não sendo ainda de leitura, tenha textos lidos pelo professor como estímulo deorigem. Esta compreensão oral de textos difere da compreensão da linguagem oral por uma maior exigência de conhecimento de estruturas gramaticais, de
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concisão e de vocabulário, e prepara a criança para a compreensão em situação de leitura autónoma e silenciosa. Contudo, no 1.° ano e parcialmente ainda no 2.°, a leitura de textos pelo professor não deverá constituir um monólogo, mas fazer partede uma atividade de interação sistemática com as crianças. Em vez de ler um texto por inteiro, o professor poderá ler uma passagem, pedir a um aluno que a reformule com as suas próprias palavras, discutir com a turma sobre o conteúdo ou as dificuldades de compreensão, e só depois continuar a leitura do texto. Esta alternância de leitura e de implicação mais aberta dos alunos é motivadora e permiteao professor ir verificando a compreensão que os alunos vão tendo do texto. Sem prejudicar o fio desta atividade, o professor poderá também utilizar a reformulação feita pelo aluno para a escrever no quadro (situação de ditado ao professor), o que lhe dá a oportunidade de examinar com a turma a adequação de sentido entre as duas formulações ou de pôr em evidência algum problema gramatical que...
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