O empirismo de david hume

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O Empirismo de David Hume



David Hume é uma das figuras mais importantes do iluminismo escocês,
sendo freqüentemente considerado como um dos maiores escritores e filósofos de
língua inglesa. Juntamente com Locke e Berkeley, foi o fundador
do empirismo moderno e, por seu ceticismo, o mais radicalentre os empiristas.

Hume opôs-se particularmente a Descartes e às filosofias que consideravam o
espírito humano desde um ponto de vista teológico - metafísico. Assim Hume abriu
caminho à aplicação do método experimental aos fenômenos mentais. Sua
importância no desenvolvimento do pensamento contemporâneo éconsiderável.
Teve profunda influência sobre Kant, sobre a filosofia analítica do início do século
XX e sobre a fenomenologia.

Hume era empirista, ou seja, acreditava que todo conhecimento provém da
experiência. Mas, diferente de Locke, para quem a mente do homem, ao nascer, era
uma "folha em branco" a ser preenchida pelaexperiência sensível, Hume era
também cético a respeito de uma fundamentação para o que aprendemos com base
na experiência. Para Hume, tudo aquilo que podemos vir a conhecer tem origem em
duas fontes diferentes da percepção:

o Impressões: são os dados fornecidos pelos sentidos. Podem ser internas,
como um sentimento de prazer ou dor, ouexternas, como a visão de um
prado, o cheiro de uma flor ou a sensação tátil do vento no rosto.
o Idéias: são as impressões tais como representadas em nossa mente,
conforme delas nos lembramos ou imaginamos. A lembrança de um dia no
campo, por exemplo.

De acordo com o filósofo, as idéias são menosvívidas que as impressões e, por
isso, são secundárias: "(...) todas as nossas idéias ou percepções mais fracas são
cópias de nossas impressões, ou percepções mais vivas."

Por isso, a experiência seria a base de todo conhecimento, que podemos chamar
de raciocínio sobre questões de fato. Enquanto que o segundo modo dos objetos
externos se apresentarem à razão échamado relação de idéias.


As idéias, por sua vez, se relacionam umas com as outras de três modos:

o por semelhança (uma fotografia que nos leva a ter a idéia do fato original);

o por contiguidade de tempo e lugar (o dizer algo a respeito de um cômodo de uma casa me leva a perguntar sobre os demais);

o por causalidade (ao nos recordarmos de uma pessoa ferida,imediatamente pensamos também na dor que ela deve ter sentido - o ferimento, neste exemplo, é a causa; a dor, o efeito).


Nas relações de idéias, o conhecido obtido é chamado de demonstrativo,
intuitivo ou dedutivo. É o caso da matemática e da geometria. Examinemos dois exemplos dados por Hume. No primeiro,temos a seguinte proposição: "O quadrado da hipotenusa (1) é igual à soma dos quadrados dos dois lados (2)". Ela expressa a relação entre a idéia (1) e (2), que são, ambas, figuras geométricas. No segundo exemplo, a afirmação "Três vezes cinco (1) é igual à metade de trinta (2)" resulta da relação entre números: 3 x 5 (1) e metade de 30 (2).

A partirdaí podemos inferir três coisas: (a) que esse tipo de conhecimento independe completamente de objetos externos; (b) que é necessariamente correto, seguro; e (c) que sua prova é dada inteiramente pela razão: seria um absurdo lógico
dizer o contrário daquilo que é afirmado, como, por exemplo, que dois mais dois é igual a cinco, e, não quatro.



O Método de Hume...
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