O discurso pedagógico como forma de transmissão do conhecimento.

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Resenha do Texto

O discurso pedagógico como forma de transmissão do conhecimento.

Março/2010

CURSO DE PEDAGOGIAPOLO DE JOÃO MONLEVADE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO.
UAB – UNIVERSIDADE ABERTA DO
.


Referência Bibliográfica
VADEMARIN, Vera Vanessa. O discurso pedagógico como forma de transmissão do conhecimento. Cad. CEDES. 1998, vol.19, n.44, pp. 73-84.ISSN01013262. doi: 10.1590/S0101-32621998000100007.

O texto em questão faz uma reflexão sobre a aula como o momento em que o professor reduz a um sistema o conhecimento que o aluno irá aprender, também não esconde que este momento tem encontrado vários obstáculos dentro da própria sala de aula que dificultam a organização do saber necessária para que o indivíduo desenvolva habilidades que lhepermitam a leitura e a compreensão do mundo.
Sabe-se que a escola transmite um conjunto de conhecimentos que têm sua origem na atividade científica, produtora de novos dados e novos saberes e que, este saber transmitido, é estabelecido pela justaposição dos resultados da produção científica e dos métodos mais adequados à compreensão, pela criança. Neste momento é que entra em cena a transposiçãodidática que é a interferência que o saber científico sofre por tudo que envolve o ambiente escolar, principalmente pelos professores e pelas necessidades dos alunos, até se transformar em um conhecimento ensinável.
A tarefa dos pedagogos consiste em arranjar os métodos de modo que eles permitam que os alunos assimilem o mais rápido possível e o melhor possível a maior porção possível da ciênciade referência. (Chervel 1990, p. 180/181).
Percebe-se através do texto que “as ciências partem da observação fiel da realidade. Na seqüência dessa observação, tiram-se leis. Estas são então submetidas a verificações experimentais e, desse modo, postas à prova. Estas leis testadas são enfim inseridas em teorias que descrevem a realidade (Fourez 1995, p. 38).” Com isso há a proposição de que osresultados produzidos na atividade científica colocam-se na condição de saber objetivo, neutro e, portanto, adequado a ser partilhado e aceito por todos os indivíduos. Assim sendo, este conhecimento deve ser transmitido pela escola, como conteúdo a ser ensinado e universalizado. No entanto, deve-se considerar que a observação é uma relação entre o que se observa e o que já se sabia. Deste modo énecessário considerar que o objeto de estudo deve estar inserido dentro de um contexto cultural e que a diversidade cultural vai fazer com que este objeto seja visto e compreendido de maneiras diferentes. Apesar de que, não se pode descrevê-lo apenas dentro da nossa subjetividade, pois todo objeto é objeto graças à visão comum que o ser humano tem que é independente da cultura de cada um.
Então,não é por ser neutro e objetivo em relação ao objeto investigado que o discurso científico adquire o status de conteúdo escolar, mas por ser uma construção social, por elaborar uma forma de conhecimento que permite substituir continuamente as representações que se tem do mundo, bem como pelo fato de estar vinculado a um projeto social que lhe dá significado e coerência e também em grande medida, odetermina.
Assim sendo, o contexto social indica campos problemáticos, que demandam respostas rigorosas a serem dadas pela ciência e, ao mesmo tempo, impõem à escola determinados elementos culturais e a necessidade de sua transmissão.
Em concordância com a autora pode-se dizer que a escola e a ciência consistiriam em elementos de um dado contexto cultural com especificidades próprias esemelhanças dadas por este mesmo contexto. Isso implica afirmar a existência de relação entre estas duas instâncias.
Um outro problema que distancia o saber científico do saber escolar é a especificidade de cada um, sabe-se que ambos tem origem no cotidiano social, porém o trabalho científico reelabora os aspectos da vida a partir de uma lógica própria, que obedece a princípios próprios, desenvolvendo...
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