O desenvolvimento infantil

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  • Publicado : 8 de abril de 2013
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O Desenvolvimento Infantil em diferentes abordagens
O processo de desenvolvimento humano envolve uma contínua evolução que permeia todo o ciclo vital. Essa evolução ocorre em diversos aspectos da existência, como, cognitivo, social afetivo e motor.
Freud (1996), preconiza em sua teoria sobre o desenvolvimento infantil a concepção da sexualidade infantil. Ele fala de uma pulsão sexualinstintiva, a que denomina de libido. Para ele esta pulsão está presente desde o nascimento e que representa a força motivadora de todo o nosso comportamento. Ainda, na sua concepção, se o sujeito passar pelas várias fases da infância de forma bem sucedida, ele será um adulto que terá um funcionamento tido como normal. Segundo ele, muitos dos problemas psicopatológicos apresentados na idadeadulta têm suas origens, nas primeiras fases do seu desenvolvimento.
Para Freud (1996) a sexualidade constitui determinados comportamentos e que isso ocorre desde a infância. Ele atribui à sexualidade das crianças o termo de perverso-polimorfa. Para ele, a sexualidade a que se refere, é a relação da criança com o próprio corpo, é busca do prazer e não a relação com outra pessoa. De acordo sua teoria,a motivação para o comportamento das pessoas é a busca do prazer e que essa busca se altera de acordo com a fase em que a criança se encontra, que ele apresenta como etapas do desenvolvimento psicossexual, quais sejam:
A Fase Oral, primeira fase da evolução libidinal, vai de 0 a aproximadamente 1 a 2 anos de vida. A boca é a região que proporciona maior prazer à criança. É pela boca que acriança recebe gratificação e entra em contato com o mundo. Nesta fase, sugar e morder tem grande importância. O objeto da pulsão está diretamente relacionado ao da alimentação. O principal objeto de desejo é o seio da mãe, que além de alimentar proporciona satisfação ao bebê.
A fase Anal, segunda fase da evolução libidinal, vai dos 2 aos 3-4 anos aproximadamente. Predominância das pulsões sádicas eerótico-anais. A zona de maior satisfação é a região do ânus. A libido organiza-se sob o primado da zona erógena anal e as relações de objeto estarão em intrínseca relação com a função de defecação, na relação expulsão/retenção. A defecação assume valor simbólico. Nessa fase há predominância das pulsões sádicas e eróticas-anais. É a primeira fase a constituir uma polaridade entre atividade epassividade. Fixações libidinais na fase anal estão em íntima relação com a estrutura obsessiva.
A Fase Fálica, vai dos 3-4 a aproximadamente os 5-6 anos. Ocorre a unificação das pulsões parciais sob o primado dos órgãos genitais.A partir de agora o falo passa a organizar a libido Nesta etapa, a atenção da criança está voltada para a região genital e a gratificação é obtida por meio da estimulaçãogenital. A criança apresenta um forte comportamento narcisista, de representação de si, onde cria uma forte imagem de si mesma. É nesta fase que ocorre o auge e o declínio do Complexo Edipiano. É comum a masturbação e está presente a angústia de castração, o temor pela perda ou dano dos órgãos genitais. Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao seremdefrontadas com as diferenças anatômicas, imaginam que a menina não tem um pênis porque lhe foi arrancado. A verificação entre as diferenças de sexo produzem na menina o que foi chamado de inveja do pênis, que acarreta um ressentimento para com a mãe e a escolha do pai como objeto de amor. O par de opostos passivo-ativo é substituído pelo par fálico-castrado. O complexo de castração atuafortemente neste período. Masculinidade e Feminilidade não são características deste período. Os meninos são vistos como possuidores do falo e as meninas são vistas como castradas. A fase fálica tem um papel essencial para o declínio do conflito edipiano. O medo da castração, o reconhecimento de que a menina foi castrada e o interesse do menino pelo seu próprio pênis. Pela teoria de Freud é a partir do...
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