O desabamento do ed. liberdade e prédios vizinhos na av. treze de maio, centro do rio de janeiro

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  • Publicado : 26 de março de 2013
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Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro, bem atrás do Theatro Municipal, por volta das 20h30min do dia 25 de janeiro de 2012. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na Avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na Rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Cerca de 80 bombeiros e agentes daDefesa Civil trabalharam na busca de vítimas em meio aos escombros. Foram usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos. O saldo da tragédia foi 17 mortos e 05 desaparecidos, que nunca foram encontrados.
Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. Oespecialista afirmou que o prédio teria caído de cima para baixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.
Pelo que relatou um engenheiro, a laje plana era do tipo teto liso, armada em uma direção enão possuía pilares intermediários. Mas de qual tipo estrutural?
Apoios intermediários deveriam existir na região das escadas e elevadores, provavelmente situados no centro da edificação como é mais comum, até mesmo para a rigidez da estrutura. Sendo assim, presume-se que os esforços sobre as lajes eram descarregados sobre as vigas dos bordos. O próprio formato da planta pela razão entre largurae comprimento, já sugere que se trata de laje armada em uma só direção. Trata-se então de uma estrutura pouco complexa.
Façamos a seguinte reflexão:
- Pela forma como foi descrito o desmoronamento, com empilhamento concentrado dos destroços, será que o problema não surgiu pelo colapso na área central do edifício e não na área útil dos pavimentos?
- Por que não estão especulando sobre umpossível recalque localizado nesta região. Em algumas edificações esta pode ser a região mais carregada. Sabe-se que o solo local inspira cuidados.
- Punção na laje também pode não ter sido, visto que os apoios das lajes pelo que tudo indica, eram as vigas dos bordos. Não seria um esforço cortante?
- Parece pouco provável que existissem restos de demolição ou materiais de construção estocados sobrea laje em quantidade suficiente para provocar um carregamento tal que levasse à ruptura da estrutura. Uma quantidade grande de materiais deste tipo estocado nas lajes dificultaria a execução dos serviços de reforma. Se não havia caçamba para recolhimento de entulhos é possível que a quantidade pudesse ser ínfima.
- Caso não fosse, que tipo de restos de demolição poderia ser, placas divisórias,uma vez que não foram feitas demolições de paredes senão de um pequeno banheiro. Que quantidade de material se consome numa reforma deste tipo? Ao contrário de uma construção convencional, uma reforma assim geralmente não consome grande quantidade de areia, cimento, revestimentos, etc, que depositados sobre a laje poderiam fazer o prédio desmoronar de forma brusca desta maneira.
- Isto pode serum fator que poderia contribuir, mas com certeza foram outros fatores bem mais relevantes que levaram a estrutura ao colapso.
- As reformas que se fazem hoje tendem a substituir paredes de alvenaria por divisórias. São mais simples de se fazer, mais rápidas, limpas e econômicas. Principalmente nas grandes cidades. Isto acaba aliviando as cargas nas construções. Portanto não é provável queconstruíssem paredes que pudessem aumentar a sobrecarga ou as reações nas lajes.
- Será que pelo escopo da reforma a obra carecia de ART junto ao CREA - RJ?
- No caso deste acidente especificamente, a abertura de vãos de janelas, atentam contra o código de posturas e obras, bem como o Código Civil, o que qualificam estas intervenções como irregulares, mas não como causa de problemas estruturais....
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