O contrato social e minha vida

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  • Publicado : 25 de abril de 2012
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O Contra Social e minha vida

Jean Jacques Rousseau (1712-1778) foi um importante intelectual do século XVIII para se pensar na constituição de um Estado como organizador da sociedade civil assim como se conhece hoje.
Para Rousseau, o homem nasceria bom, mas a sociedade o corromperia. Da mesma forma, o homem nasceria livre, mas por toda parte se encontraria acorrentado por fatores como suaprópria vaidade, fruto da corrupção do coração. O indivíduo se tornaria escravo de suas necessidades e daqueles que o rodeiam, o que em certo sentido refere-se a uma preocupação constante com o mundo das aparências, do orgulho, da busca por reconhecimento e status.
Porém, uma dúvida se apresentou: como preservar a liberdade natural do homem e manter, ao mesmo tempo, a segurança e o bem-estar da vidaem sociedade? A solução encontrada por Rousseau foi a criação de um Contrato Social, que se deu no momento em que os indivíduos se uniram visando superar obstáculos que não conseguiam em seu estado natural, no qual prevaleceria a soberania da sociedade, a soberania política da sociedade coletiva.
Nesse contrato social seria preciso definir a questão da igualdade entre todos, do comprometimentoentre todos. Se por um lado a vontade individual diria respeito à vontade particular, a vontade do cidadão (daquele que vive em sociedade e tem consciência disso) deveria ser coletiva, deveria haver um interesse no bem comum.
Infelizmente, não é isso que acontece na sociedade atual. Os valores estão totalmente invertidos. A vontade individual prevalece sobre vontade coletiva. Os estereótiposdominam as mentes, a vaidade é um valor de estrema importância e a compaixão perdeu seu significado. Estamos numa sociedade cada vez mais individualista, onde o bem-estar individual é o primeiro objetivo a ser buscado.
Rousseau também acreditava que seria preciso instituir a justiça e a paz para submeter igualmente o poderoso e o fraco, buscando harmonia entre as pessoas que viviam em sociedade. Umponto fundamental em sua obra está na afirmação de que a propriedade privada seria a origem da desigualdade entre os homens, onde uns teriam se apossado da terra de outros. A origem da propriedade privada estaria ligada à formação da sociedade civil. O homem começa a ter uma preocupação com a aparência. Na vida em sociedade, ser e parecer tornam-se duas coisas distintas. Por isso, para Rousseau, ocaos teria vindo pela desigualdade, pela destruição da piedade natural e da justiça, tornando os homens maus, o que colocaria a sociedade em estado de guerra. Hoje em dia, o capitalismo corrompeu os valores pessoas. O “parecer”, os bens materiais, o dinheiro, o status e a idéia de se sobressair são os valores vigentes.
E por meio do contrato social, os indivíduos fariam um pacto social e seauto-estabeleceriam como povo, transferindo os direitos naturais para que fossem transformados em direitos civis. Soberania esta, que é inerente ao povo e dirigida pela vontade geral, era definida como indivisível e inalienável, como um bem público, comum a todos e representada por meio de um Estado que era responsável por assegurar o direito à liberdade, igualdade e expressar essa vontade geral.Infelizmente, todos nós sabemos que o que está na Constituição é bem diferente do que acontece na prática. Temos que prever quase tudo em lei, pois estamos numa sociedade em que muitas pessoas encontram-se com seus valores morais distorcidos e corrompidos, não estão sabendo fazer um bom uso de sua liberdade, sendo por muitas vezes incapaz de manter posturas civilizadas mesmo diante de leis que assancionem. Uma indagação não sai de nossas mentes é :até que ponto o Estado vai ter que interferir na vida particular do individuo para que ele não desrespeite ou prive o outro de exercer o seu direito? Será que realmente precisamos de todo esse legalismo para conviver civilizadamente com o próximo até nas formas mais simples de nos relacionamos? O que nos parece é que temos evoluído apenas no campo...
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