O consumo na base da pirâmide

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O CONSUMO NA BASE DA PIRÂMIDE

UNIVERSO – CURSO DE PUBLICIDADE
Prof. Rozil Ferreira
PUBLICIDADE E CONSUMO
ALUNOS:
EDUARDO SAMPAIO
CARLOS SABOSINSCK
CARLOS ROBERTO

RESUMO
Este trabalho apresenta os elementos necessários para entender a relação do consumo com a pobreza e a grande capacidade da chamada “base da pirâmide” de gerar lucros, quebrando preconceitos com relação ao “valoragregado” de cada grupo, e também a chave para o desenvolvimento econômico juntamente com transformação social através de novas tecnologias, com a possibilidade de multiplicação e desenvolvimento em escala para a solução de problemas que afetam a maioria dos seres humanos, como os relacionados com a demanda por água, alimentos, educação, energia, saúde, entre outros, promovendo a inclusão social eprotegendo o meio ambiente.
Palavras-chave: consumo; pobreza; lucro; base da pirâmide; grupos; desenvolvimento enconômico; transformação social; inclusão social; meio ambiente.

INTRODUÇÃO
Observa-se que a pobreza é um dos maiores males da humanidade, e ela está presente na população que se encontra na base da pirâmide, que só tende a crescer, e vai ser através do lucro das empresas que sepoderá transformar a realidade dessas pessoas, através do fornecimento de bens de consumo necessários para essa população, com tecnologia empregada e através da cooperação de grandes empresas, junto com as instituições governamentais e a própria sociedade.


Segundo Coimbatore Krishnarao Prahalad, ou C.K. Prahalad (1941-2010 C. K Prahalad), defensor dessa ideologia, a tarefa dessas empresasmultinacionais consiste em romper com a lógica dominante, segundo a qual os pobres do mundo não passariam de uma diversão para os governos e as organizações sem fins lucrativos. Trabalhar com os mercados da base da pirâmide desafia muitos dos pressupostos que os gerentes de grandes empresas desenvolveram ao longo dos anos no tocante, por exemplo, à embalagem, preços, marketing e distribuição.

Aoinvestir na base da pirâmide os resultados de tais esforços não somente serão compensadores para as grandes corporações e para os consumidores, como também contribuirão com soluções para os graves problemas políticos e ambientais que desafiam o mundo desenvolvido.

A LÓGICA DOMINANTE

Para os gerentes de marketing mais experimentados das maiores empresas multinacionais do mundo, não há dúvidasobre quem são seus clientes: as populações dos países desenvolvidos e as classes médias e altas dos países em desenvolvimento. O raciocínio é simples: são esses clientes os responsáveis pela demanda de produtos e serviços caros, porque podem pagar por eles; como são receptivos aos avanços tecnológicos. Mas, e quanto aos pobres do mundo? Deles podem muito bem cuidar os governos e as organizações semfins lucrativos. Não vale a pena o desgaste de tentar vender o que quer que seja para essa gente.
“O pressuposto dominante é que os pobres não têm poder de compra e, portanto, não representam um mercado viável.” (PRAHALAD ET AL., 2005 p. 23).

Ou será que vale? 

A RIQUEZA NA BASE DA PIRÂMIDE

O futuro dos negócios está na base da pirâmide, nas classes menos favorecidas. Não apenas isso:concentrar-se em criar produtos e serviços acessíveis às camadas carentes da população é uma forte estratégia para a diminuição da pobreza que assola vários países do mundo, dentre eles, o Brasil. Para Prahalad os setores privados são gananciosos e negligentes e as corporações atuais não são confiáveis com relação aos problemas de erradicação da pobreza e que dessa perspectiva, desejo de lucro ediminuição de miséria não se misturam. Ele ainda observa que estamos fazendo muito pouco pelos países mais pobres do mundo. “Com toda a nossa tecnologia, know-how gerencial e capacidade de investimento, somos incapazes de nos concentrarmos no problema da alastrante pobreza e alienação globais.”
“As oportunidades na BP não se farão, porém, viáveis, enquanto grandes e pequenas empresas, governo,...
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