“O comportamento da natureza diante da ocupação não planejada dos territórios”

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  • Publicado : 7 de outubro de 2012
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“O comportamento da natureza diante da ocupação não planejada dos territórios”

Este projeto visa analisar o que o processo de ocupação não planejado, está impactando no meio ambiente. A área escolhida foi a cidade de Ribeirão Preto, por esta estar em grande expansão econômica e também por ser uma das cidades mais populosas do interior paulista, e, consequentemente estar bastante sujeita asações antrópicas. Optou-se por restringir a pesquisa em apenas uma cidade devido a grande diversidade entre as regiões do estado de São Paulo.

Caracterização

• Clima
O clima típico de Ribeirão Preto é tropical (segundo Köppen), caracterizado pelo verão chuvoso e pelo inverno seco. No verão a temperatura máxima média mensal é de cerca de 30ºC com um índice pluviométrico superior a 200mm dechuva/mês e umidade relativa do ar em torno de 80%. Já o inverno apresenta uma temperatura mínima com média mensal em torno de 13ºC com precipitação média oscilando de 20 a 30mm e umidade relativa do ar em cerca de 60%.



• Relevo
Ribeirão Preto situa-se em um planalto na região Norte/Nordeste do Estado de São Paulo. Seu relevo caracteriza-se por ser plano com pequenos declives e ondulaçõesnaturais.
• Solo.
O solo da cidade é a chamado terra roxa, é um tipo de solo vermelho muito fértil, suas características são resultado de milhões de anos da decomposição de rochas basálticas, e rochas vulcânicas, considerado de boa qualidade para as atividades agropecuárias.
• Hidrografia
O córrego Ribeirão Preto, pertencente à bacia do rio Pardo. A microbacia do Ribeirão Preto ocupa uma área de3.410hectares. Os Principais afluentes do córrego Ribeirão Preto são:
1. Margem direita; Córrego Limeira, Córrego Retiro Saudoso, Córrego Tanquinho, entre outros pequenos afluentes.
2. Margem esquerda; Córrego Tamburi, Bonfim Paulista, Córrego da Serraria, Córrego Monte Alegre, Córrego Macaúbas e entre outros pequenos afluentes.

Análise das ações antrópicas

Ribeirão Preto, a exemplo deoutras cidades brasileiras, passou por um rápido processo de urbanização, o que gerou um volume muito grande de pessoas vivendo na área urbana. Com a ocupação e o crescimento rápido e não planejado, os problemas se agravaram: em épocas de chuva, o processo de movimentação e desestabilização do solo e as áreas cada vez mais impermeabilizadas, tem sido comum haver enchentes na cidade, pelo grandevolume de água a ser escoado até os córregos e rios, (Sassom, 2012).
Para que as enchentes não provoquem novas inundações e grandes prejuízos à população durante o verão, conforme os que ocorreram em fevereiro de 2002, a prefeitura de Ribeirão Preto construiu barragens de contenção de águas para evitar o transbordamento dos córregos. Segundo o secretário de Infra-estrutura de Ribeirão Preto (naépoca), Ibraim Alexandre Júnior, “a prefeitura está fazendo mensalmente o desassoreamento dos principais córregos do município”.
Os movimentos antrópicos causam profundas alterações paisagísticas e deterioração ambiental. Na região escolhida para este projeto, Ribeirão Preto – SP, notamos que devido à instalação da monocultura canavieira, houve o desmatamento de extensas áreas de floresta e afragmentação da vegetação nativa, que aparece geralmente em parques, Áreas de Preservação Permanente (APP) e Áreas de Proteção Ambiental (APA).
Segundo Henriques (2003), em Ribeirão Preto, existem 102 remanescentes florestais e quatro grupos de vegetação: Mata Mesófila, Mata Decídua, Mata Paludícola e Cerrado, que ocorrem, respectivamente, em Latossolo Roxo, Litossolo, Solo Hidromórfico e LatossoloVermelho Escuro ou Latossolo Vermelho Amarelo. Henriques afirma ainda, que: “Em geral, predominam nos fragmentos as espécies secundárias iniciais e zoocóricas, com uma tendência de aumentar a proporção de espécies pioneiras e anemocóricas com o aumento das perturbações antrópicas”.
No início da urbanização da região de Ribeirão Preto, as fazendas de café e cana eram predominantes e após o...
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