O caso dos exploradores de caverna

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  • Publicado : 4 de dezembro de 2012
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O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNA


Lon L. Fuller, na obra O Caso dos Exploradores de Caverna, conta a história de cinco homens, membros da Sociedade Espeleológica, que é uma organização amadorística de exploração de cavernas, no Condado de Stowfield.
Começou quando esses cinco homens, em maio de 4.299, resolveram entrar numa caverna de rocha calcária. Quando já haviam se distanciado daentrada da caverna, houve um desmoronamento, bloqueando completamente a única abertura.
Depois de verificada pelos familiares de todos os exploradores que os mesmos não haviam retornado às suas casas, através de indicações que haviam deixado na sua sede na Sociedade, foi montada uma equipe de socorro, que foi enviada ao local.
Foi montado um enorme campo temporário de trabalhadores, face àsdificuldades apresentadas. Soube-se que os exploradores levaram pouca comida, e que lá não havia nada com que se alimentar, correndo o risco de morrerem de inanição antes que as equipes de socorro chegassem.
Os exploradores entraram em contato com a equipe através de um rádio transistorizado. Os exploradores, depois de saberem que demoraria mais, no mínimo, dez dias, pediram aos presentes se seriapossível a sobrevivência por mais este tempo sem alimento. A resposta foi de que seria difícil. Depois de um tempo, Roger Whetmore entrou em contato indagando se poderiam sobreviver por mais dez dias, se eles se alimentassem da carne de um deles. A resposta foi afirmativa. A sugestão feita por Whetmore era tirar a sorte entre eles. Depois disso não houve mais mensagens.
Quando os homens foramlibertados, no trigésimo terceiro dia, soube-se que Whetmore tinha sido morto e servido de alimento aos outros.
Whetmore deu a idéia do uso de dados. Antes do lançamento dos dados, Whetmore declarou de desistia do acordo. Os outros continuaram os lançamentos dos dados e Whetmore foi o perdedor. Foi então morto.
O Júri resolveu condenar os quatro exploradores à forca. Foi, então, o processo levadoà Suprema Corte de Newgarth.

- Foster, J. – Juiz mostrando-se contrário à condenação dos acusados, defendendo a absolvição. A primeira premissa seria a de que o direito positivo é inaplicável a este caso, e que o mesmo encontra-se regido pelo direito natural. Defende que os mesmos estavam, dentro da caverna, regidos e inseridos em uma sociedade absolutamente independente, e não aplicável aodireito positivado, devido às circunstâncias, inclusive fora do limite territorial, ou seja, em um “estado natural” e não “estado de sociedade civil”. Segundo Foster, os membros dessa nova sociedade instituiriam uma nova constituição.

- Tatting, J. – Tendo dificuldades de analisar o caso por falta de “provas” e por estar emocionalmente indeciso, recusou-se a participar da decisão do caso. Para ele,analisando o que expôs Foster, não pôde precisar as reais circunstâncias de que em qual momento foi celebrado o contrato, qual a real ameaça de morte por inanição, como Wtetmore foi morto, e outras incertezas apresentadas no caso.

- Keen, J. – Juiz favorável à sentença condenatória. Ele defende a aplicabilidade da lei, principalmente à acusação de homocídio. É contrário à aplicação da legítimadefesa, já que, para ele, os réus tiraram a vida de Roger Whetmore intencionalmente. Para ele, sendo Juiz, deve ser aplicador da Lei, e não agir por emoção, nem interpretá-la conforme o desejo pessoal ou concepção individual de justiça.

- Handy, J. – Votou pela absolvição dos réus, da acusação da prática do crime de homicídio, e que a sentença deve ser reformada. O seu voto partiu da premissacom base na opinião pública, em que noventa por cento das pessoas eram desfavoráveis à condenação dos acusados. Para ele, se as leis não contemplam situação como a apresentada no caso, devem ser reformuladas essas leis.

Como ocorreu empate na decisão, foi a sentença condenatória confirmada, sendo que os acusados morreriam na forca às seis horas da manhã, dia 02 de abril de 4.300....
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