O caso dos exploradores de caverna

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  • Publicado : 25 de maio de 2011
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Resumo Sintético:

A obra se inicia em um juri, que pretende julgar os quatro réus, membros da Sociedade Espeleológica por assassinato contra um de seus membros.
O Presidente do Tribunal, C.J. Truepenny, foi o primeiro ministro a se pronunciar: Os quatro réus na companhia de Roger Whetemore, também membro da Sociedade Espeleológica, entraram em uma caverna formada por pedras calcarias, e elaacabou sofrendo um desmoronamento, ficando todos presos em seu interior. Após alguns dias, eles obtiveram contato com a equipe de resgate na superfície da caverna, através de uma maquina sem fio, capaz de receber e enviar mensagens. A partir da comunicação estabelecida, foram informados pelos engenheiros que levaria mais de dez dias para serem resgatados. Sendo assim, Roger Whetemore falando portodos os exploradores, pediu a junta medica de resgate se era possível sobreviver até o dia do resgate consumindo a carne do corpo de um deles, o medico afirmou que sim, diante disso, Roger perguntou se era aconselhável tirar na sorte quem seria o escolhido, todos os médicos se calaram. Após isso nenhuma mensagem foi enviada de dentro da caverna até o dia do resgate final. Logo após o resgate foidescoberto que Roger Whetemore foi assassinado pelos seus companheiros de exploração. Depois de completada a recuperação física no hospital, todos os sobreviventes foram indiciados por assassinato.
No Tribunal , após o caso ser relato, os jurados decidiram que os réus são culpados e a pena a eles deveriam ser o enforcamento. Mas o representante do juri, se pronunciou dizendo que os jurados nãopoderiam emitir um veredito especial, deixando para o Tribunal a decisão final.
O próximo Ministro a se pronunciar foi Foster, J. Ele argumentou a favor dos réus, defendendo suas absolvições, usou as ideias de pensadores do seculo XIX, dizendo que os exploradores de cavernas estavam fora do “estado da sociedade civil”, e sim no “estado natural”. Assim sendo, a lei promulgada e estabelecida peloCommonwealth, não é aplicável a eles, mas que a lei derivada daqueles princípios (estado natural) é que eram apropriados para a condição em que eles se encontravam. Sendo assim eles eram inocentes de qualquer crime. Ele cita casos de jurisprudência relevantes para o caso, como o Commonwealth vs Staymore, nesse caso o réu foi condenado sob um estatuto que tornava crime deixar um carro estacionadoem certas áreas por um período superior as duas horas. O réu havia tentado remover seu carro, mas não pode fazê-lo porque as ruas estavam bloqueadas por uma demonstração policial, da qual ele tomou parte e não tinha como antecipar tal bloqueio. Sua condenação foi anulada por esse tribunal, mesmo se considerando que seu caso não se ajustava a redação do estatuto. O Ministro Foster citou a o caso delegitima defesa, em que uma pessoa tira a vida de outra para se defender não sera culpada por tal ato, pois a pessoa ira repelir seu agressor não importa o que a lei diga. Sendo assim qualquer pessoa que se encontrar na trágica situação dos réus, ira proteger a sua vida em detrimento a de outros, e não sera controlado pelo estabelecido no Código Penal. E para concluir, ele afirma que por todos osaspectos, esses réus são inocentes do crime de assassinato de Roger Whetemore.
Ministro Tatting, J. foi o seguinte. Começou dizendo que tentará deixar de lado as emoções e decidir o caso com racionalidade. E que a opinião do seu colega Foster esta cheia de falacias e contradições, primeiramente que os exploradores não estariam num “estado de sociedade civil” e sim num “estado natural”, nãoestando sujeitos as nossas leis, “sera devido a grossura das rochas que os prendiam la embaixo, da fome, ou ainda que estabeleceram um novo governo?”, indagou o Ministro.“Então por qual autoridade poderemos nos decidir em um Tribunal Natural? Se tais pessoas estiveram, realmente. Sob a lei natural, então como vira nossa autoridade para explanar e aplicar tal lei? Pois, não estamos no estado...
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