O cálice das araucárias

Páginas: 9 (2182 palavras) Publicado: 1 de novembro de 2011
Curitiba, 09 de setembro de 2009.

Agora e Sempre.

Texto: A Linguagem do Amor

TOPICO II: INTERNET - Reconstrução Mental
Dedicado ao meu caro Amigo, Delegado Rubens Recalcatti.

MOVER AS AREIAS DO DESERTO

Eis que o meu julgo não é de cimento e nem de pedras, mas de barro, o que significa que preciso construir. Reconstrução, existem essas arestas no discurso de um sujeito quecriam esse movimento, esse movimento muito próximo ao das areias desérticas. Se aquilo que escuto me conduz até determinado momento, aquilo que eu não escuto, o mais importante, está por baixo, num rastro indefinível desse movimento.

Porque a pessoa humana intenta chegar até o pote de água. Sozinha, ela e o pote, nada existe ai demasiado. Mas, o demasiado em relação a isso, é que estacriatura precisa me conduzir a esse pote e que eu aprecie o que existe de transcendente nesta ação. Do contrário, a insuficiência de sentido para ela. A medida da criatura humana é esta: demasiado.

A obra humana, da mesma feita. A obra na sua inteireza, não significa muita coisa. Mas, a vestidura da obra, a sua arte defensiva, esta sim tem alcance real. Por uma razão muito simples, a criaturahumana pode mentir, ou iludir, mas ela está definida neste patamar de ir além ou aquém, dada a sua miséria, a sua condição de estrado de um transparecer, de uma aparência de ser.

Moldar um sentido a essa captura imaginária. Todo o discurso do sujeito tem um revestimento por fora. Um reboco que localiza algo, um significado. De um modo geral, no alheio das coisas, eu posso dizer, a sujeição, oassujeitamento, estou a mercê daquilo que digo. Existe essa necessidade de submeter o outro, inflacionar o outro, e até personificar o outro, através de uma semelhança, de uma ocorrência deste sentido, desta areia e deste vento ou, falando de reminiscências, desse evento.

Em que momento, eu me pergunto, a arte defensiva, na vestidura da obra desta criatura, torna-se violência, torna-secrueldade?! Nos parece que, ao falarmos de violência, logo nos vem algo mesmo como uma perfuração. A bala atravessa o corpo, o faca perfura o corpo, e assim por diante. Esse material bruto, não quereria dizer outra coisa, a impossibilidade de chegar, a impossibilidade de locomoção, de movimento, de espacialização do sujeito, criatura e esboço de um rasgo imperativo deste movimento humano?!

Por que apalavra já não está sendo suficiente para essa criatura? Esse desmantelamento do significado e do sentido, essa sujeição que implica na interrupção, neste basta. Neste basta do estopim que se inflama ao atravessar o corpo do outro, marcando esse distanciamento em relação ao outro, ou essa abrupta locação no espaço alheio. O corpo do outro, atingir o outro, fragmentar essa unidade, deixá-la incapaz,aonde está essa transfiguração de posse, essa obsessão a identificar o sentido a coisa dada?!

“Cego de ódio”, num poema clássico, do tipo Willian Shakespeare, seria cabível aqui nessa página?! Se houvesse clandestinidade naquilo que eu digo e naquilo que eu professo, haveria lugar para tal. Mas, ainda assim, o ódio expresso da criatura humana está aqui documentado apenas como uma derivapulsional. A violência e a crueldade chegaram a tal ponto que eu diria, “para não falar em ódio...”. Não posso mais dizer o “sentimento” desta criatura. Porque não há movimento de evocação de um sentimento. O movimento deste sujeito que usa um estoque, ou uma faca, ou todo um arsenal, não é sentimento, mas vazio, insuportável condição, insuportável saciedade.

No sentimento está implicado relação econvivência. Tempo, duração, permanência, insistência, controle, domínio, ocasião, encontro, repetição, amplitude, extensão, e mais ainda ... Freud levava horas, dias, anos, décadas, para estudo de um caso. Por que um caso? Se é só uma pessoa que nos procura, por que se torna estudo de caso? A vida para esse senhor com certeza tinha uma dimensão bem mais elaborada do que podemos sentir quando...
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