O brincar e subjetividade em participantes do programa peti (programa de erradicação do trabalho infantil): desafios e possibilidades

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  • Publicado : 17 de fevereiro de 2013
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1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho consiste em uma pesquisa-ação, sendo parte das atividades disciplina de Estágio Obrigatório Básico II, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no campus de Paranaíba. Esta atividade foi realizada por acadêmicos do 6° semestre de Psicologia.
Essa disciplina tem como objetivo desenvolver projetos de pesquisa-ação, no campo de psicologia. Apesquisa ocorreu no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) de Paranaíba/MS, que oferece diversos projetos com famílias, crianças, adolescentes, adultos e idosos.
As relações que investigamos entre o eu e o outro, que envolviam aspectos de agressividade seguiu a linha da violência e subjetividade. O primeiro contato com essa unidade ocorreu a partir de reuniões com todos osprofissionais que atuam nos CRAS no município de Paranaíba. A partir de observações decorrentes da ação desses profissionais, e de cada projeto executado no CRAS, escolhemos onde iríamos atuar, e o programa que mais nos chamou a atenção foi o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), localizado no CRAS, do bairro Industrial de Lourdes.
A partir de observações semanais no cotidiano doPETI, notamos que as crianças apresentam um comportamento agressivo no relacionamento entre elas, com as monitoras e demais funcionárias. Contudo vimos à necessidade de mediar essas ações de agressividade por parte das crianças, a fim de ajudá-las em uma maior reflexão para isso utilizamos de dinâmicas e brincadeiras.
Ao desenvolvermos essa pesquisa ação, tivemos que entender as múltiplasdimensões teóricas sobre assistência social, políticas públicas e violência no âmbito familiar, sendo esta última um processo de subjetivação, tornando-se visíveis no brincar e jogar das crianças e adolescentes, que não percebiam o outro e as suas necessidades.
O modo de se relacionar através do brincar, gesticular e dialogar com o outro era um tanto quanto individualista, existia a dificuldade decooperação, de entendimento e a compreensão das necessidades de seu colega era quase nula.

2. POLITICAS PÚBLICAS VOLTADAS PARA A ASSISTÊNCIA SOCIAL

Um longo caminho separa a promulgação da Lei Orgânica de Assistência Social – LOAS da criação do Sistema Único de Assistência Social – SUAS . A introdução no campo jurídico formal do direito a ter direito a assistência Social é bastanteimportante e contraditório, pois a “introdução da assistência social como politica social da área da seguridade social incorpora uma inovação conceitual, mas também reitera as heranças históricas constitutivas da cultura politica brasileira”. A Assistência Social transita de um campo que historicamente assenta-se na orbita da relação pessoal, tratada como particularidade da esfera privada com recursosinsuficientes, com programas fragmentados, na maioria das vezes fundados na esfera da moralidade, para a esfera pública e afiançadora de direito social (COUTO. O sistema único da assistência social – Suas: na consolidação da Assistência Social enquanto política pública, In, Politicas públicas e assistência social: Diálogo com as práticas psicológicas, Editora Vozes 2009. P.41- 54).
A assistênciasocial deve ser estruturada a partir das necessidades básicas da população e responder de forma concreta a essas demandas, sendo o Brasil compreendido na sua forma republicana. Assim, Governo Federal, Estados e Municípios constituem – se lócus interconectados, corresponsáveis pela implementação do Suas, sendo a base do sistema os municípios que, na formulação do sistema, são divididos em municípiosque, na formulação do sistema, são divididos em municípios de pequeno, médio e grande porte e metrópoles. A territorização deve usar a lógica da proximidade do cidadão e localizar os serviços nos territórios com maior incidência de vulnerabilidade e riscos sociais para a população. A centralidade do Estado na prestação de serviços é retomada e pactuada pelos entes federados, para dar conta dos...
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