O assitente social e o psf

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1326 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 5 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
O presente artigo tem por objetivo trazer elementos que enriqueçam a participação e atuação do profissional de Serviço Social no Programa Saúde da Família, bem como contribuir para a inserção desse profissional na equipe básica. Para exposição dessa assertiva se faz necessário contextualizar o processo de mudança de conceituação do atual modelo de saúde, deixando gradativamente o modelo baseadona atenção médico-privatista para uma abordagem mais holística do individuo. Tal mudança proporciona o surgimento de novas demandas para o assistente social, que historicamente atuou na atenção hospitalocêntrica, sendo sua atuação hoje requisitada para a própria manutenção e garantia dos direitos dos usuários dentro do Sistema Único de Saúde - SUS.
Reforça ainda, a importância dotrabalho coletivo em saúde, discutindo conceitos e categorias importantes como: cooperação, a evolução do conceito saúde nas últimas décadas, trabalho, atuação profissional, família e relações sociais.
Assim, a inserção do Assistente Social na dinâmica de trabalho coletivo no campo da saúde, o sentido de ação cotidiana dos profissionais, os desafios e perspectivas da profissão na áreade saúde são temas que inquietam aqueles que compõem as instituições de saúde.
O artigo também serve de alerta para o assistente social, no sentido que este
precisa se aproximar cada vez mais, não só da lógica da Política Nacional de Saúde, mas do conhecimento acerca das subjetividades dos atores envolvidos em seu cotidiano. Como também, buscar aprofundar a compreensão do sentidodo seu trabalho, dos princípios norteadores do Sistema Único de Saúde e do Programa de Saúde da Família, dos projetos societários em disputa na área da saúde, e principalmente na defesa dos direitos da sua clientela.
Na divisão sócio-técnica do trabalho em saúde, o Serviço Social emerge como
profissão paramédica (subsidiaria da ação médica), num contexto de ascensão do saberclínico.
Observa-se historicamente que a atuação do Serviço Social na saúde se deu no
âmbito curativo e com abordagem individual (Serviço Social de Caso), sendo a preocupação com a saúde, uma questão política, explicitada somente na virada da década de 80 para 90, quando houve a mudança do conceito “saúde” e a ascensão do Movimento da Reforma Sanitária (BRAVO, 1996).
O saltoquantitativo para a inserção do assistente social na área da saúde deu-se no final da década de 60, período em que ocorreu a unificação dos Institutos de Pensão – IAPS e a criação do Instituto Nacional de Previdência Social - INPS. Este último, e, posteriormente, o Instituto Nacional de Assistência Médica de Previdência Social – INAMPS incorporaram a atenção médico-curativa de caráterhospitalocêntrico e privatista, nesse contexto, o Serviço Social se estruturou de forma organizada e passou a tomar corpo na área da saúde.
A partir do final da década de 70 e início da década de 80, ocorreram profundas
modificações no cenário político sanitarista brasileiro, com o processo de democratização política do país, a crise fiscal do Estado, a falência do modelo de atenção a saúde quepreconizava ações meramente curativas e ascensão de novos atores sociais no cenário políticonacional. Surgiram as condições para a emergência do Movimento Sanitário, que propunha mudança no conceito saúde, atribuindo a este, determinantes sociais, históricos, econômicos e no fazer ético-político dos profissionais, buscando redesenhar o processo de participação social nas decisões sobre o sistemade saúde.
O projeto de Reforma Sanitária, que influenciou a formatação do Sistema Único de Saúde - SUS no seu aspecto legal, parte da concepção abrangente da saúde e do papel do Estado na prestação desse serviço. Assim dos seus princípios básicos, destacamos: a universalização; a descentralização; a hierarquização; a integralidade; a regionalização e a participação popular: A...
tracking img