O assistente social como agente humanizador

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
SERVIÇO SOCIAL

PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Titulo: A humanização nas relações judiciarias no trato com adolescentes em conflito com a lei: Um estudo de caso no Fórum das Varas Especiais da Infância e Juventude de São Paulo

Aluno: Luis Charles Moreira
Orientador: Prof.ª Drª Maria Raimunda Chagas Vargas RodriguezSÃO PAULO
2012

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................03 
2. JUSTIFICATIVA.......................................................................................................05 
3. OBJETIVOGERAL.................................................................................................07 
4. OBJETIVO ESPECÍFICO.......................................................................................07
5. METODOLOGIA DE PESQUISA..........................................................................08
6.CRONOGRAMA.......................................................................................................09
7. BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................10
8. PARECER DO ORIENTADOR..............................................................................11

INTRODUÇÃO

Entrei em contato com o universo judiciário a partir da minha inserção no campo de estágio sócio-jurídico.O aparato institucional judiciário é responsável pela aplicação das leis, por vezes, as relações entre seus atores e os adolescentes em conflito com a lei (objeto desta pesquisa) acontece de forma impessoal e permeada de violência institucional sem que sejam consideradas as necessidades desses sujeitos e as alternativas de socialização.
Dessa forma, o Judiciário tem diante de si o desafio depromover a justiça, que segundo Faria (2001), assume dois papeis aparentemente antagônicos, “Um de natureza essencialmente punitiva, aplicável aos segmentos marginalizados; outro de natureza eminentemente distributiva, o que implica, além da coragem e determinação política, a adoção de critérios compensatórios e protetores a favor desses mesmos segmentos tendo em vista a instituição de padrõesmínimos de equidade, integração e coesão sociais” (FARIA, 2001:17)
Inserido neste contexto o Assistente Social pode assumir o papel de mero reprodutor das relações retributivas e punitivas, à medida que centre sua intervenção apenas na realização do estudo social e na elaboração de pareceres, o que, segundo Fávero (2003), são atividades que sempre marcaram o exercício profissional do assistente socialno poder judiciário; ou pode se colocar como um agente humanizador, procurando alternativas e espaços no qual sejam desenvolvidas ações críticas.
Diante dessa experiência de estágio percebendo iniciativas diferenciadas que acontecem no ambiente em que fui inserido, tomo como objeto de estudo o projeto “Iluminar Juvenil”, desenvolvido pela equipe técnica de serviço social do Fórum das VarasEspeciais da Infância e da Juventude de São Paulo, projeto este que vem respondendo de forma diferenciada à ação do judiciário apenas punitivo.
O projeto Iluminar juvenil acontece no Fórum das Varas Especiais da Infância e Juventude, no momento em que os adolescentes autores de atos infracionais esperam para serem ouvidos em audiência pelos juízes da Infância e Juventude. Consiste em palestras,filmes, teatro, e oficinas em que dois assistentes sociais conduzem as discussões, onde os jovens participam e se manifestam buscando compreender de forma crítica o seu envolvimento infracional e formas de superação.
Este estudo visa conhecer esse projeto, bem como, observar os resultados práticos dessa iniciativa, no intuito de provocar reflexões acerca das possibilidades da humanização das...
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