O artista

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Amanda Cíntia
Ana Carolina Martínez
Jéssica Duarte
Patrícia Veríssimo
Sabryna Maria
Thaís Pereira

O Artista e A Bruxa

Ouro Preto, 29/10/2012
Ouro Preto, 29/10

Trabalho apresentado a Prof. Maria do Carmo
da disciplina Cultura e Arte Barroca,
3° período do curso de Turismo da UFOP.

Amanda Cíntia
Ana Carolina Martínez
Jéssica Duarte
Patrícia Veríssimo
Sabryna Maria
Thaís Pereira
TEXTO - OARTISTA

INTRODUÇÃO
O artista barroco não sabia que era um artista barroco ou, pelo menos, não tinha consciência de que pertencia a uma nova época da cultura e da arte, como acontecia com o artista do Renascimento.
A afirmação do classicismo francês, com o seu caráter estritamente nacional, é um sinal eloquente das grandes mudanças que ocorreram em mais de dois séculos de história da culturaeuropéia. A tentativa francesa é um novo, e não certamente o último, retorno à origem clássica e dispõe por isso de todos os argumentos necessários para proclamar uma ruptura com a arte barroca. Nasce assim, como é narrado em verso por Perrault, a fábula da arte peregrina: primeiro, grega, depois romana e, por fim, francesa. Não é por acaso que o termo barroco foi utilizado pela primeira vez em França, eem sentido negativo.
Isso significa que o barroco não conseguiu os instrumentos conceituais necessários para se autodefinir e se apresentar como um estilo autonomo, condenando-se à desempenhar, até ao século XIX, um papel negativo, ou melhor, a aparecer em negativo na imagem classicista da história da arte.
É certo que as categorias formais de opisição estilística entre Barroco e Renascimentocontribuíram de um modo determinante para a construção de uma imagem positiva da arte do século XVII, mas não é por acaso que o Barroco surge mais uma vez como o avesso de qualquer coisa.
Barroco torna-se assim um termo histórico que define o estilo da dinamização das formas renascentistas que nasce da ruptura e da transformação das regras das artes.

DESENVOLVIMENTO
É opinião universal de que elefoi o primeiro que tentou unir a arquitetura à escultura e à pintura de modo que tudo servisse para formar um belo conjunto; o que ele fez, ao retirar algumas odiosas uniformidades de atitudes, rompendo por vezes, sem as violar, as boas regras, mas sem sujeitar a uma regra: e costumada dizer a esse respeito que quem não sai por vezes da regra nunca a ultrapassa. (Bernini, citada posteriormentepor Baldinucci).
Nesta frase, a tradicional problemática da regra de arte é substituída por uma nova reflexão acerca da relação entre as regras das artes.

BERNINI
O belo conjunto de Bernini é um caso muito específico de obra barroca que, todavia, e precisamente devido à complexidade de toda a sua articulação, pode fornecer um movelo da recepção de uma grande parte da arte devota do século XVII. Comefeito, o grupo deve ser analisado sob dois pontos de vista: o da sua elaboração, por parte do artista, e o da sua repecção, por parte do espectador devoto.
Uma das obras mais famosas de Bernini, o altar da Igreja de Santo André do Quirinal destinava-se à iniciação do noviço jesuíta, e o contraste entre o peso do corpo e o voo da alma constitui um primeiro – e fundamental – momento da suameditação.
O espectador é convidado a assemelhar-se às figuras pintadas ou esculpidas que encontra nos locais de oração e, em última análise, a idenficar-se com Cristo.
Não devemos esquecer que, no século XVII, o afeto é o oposto da ação: estar apaixonado significa que alguém exerce sua ação sobre nós, o que, no caso da idenficação com Cristo, significa renunciar à nossa vontade para deixar que a suaação se exerça sobre nós.
O abandono estático dos corpos dos santos barrocos exprime o abandono das duas almas à ação de Cristo, que os místicos descrevem como uma infusão luminosa ou, segundo o modelo eucarístico, como incorporação da Graça.
A alma e o corpo nunca estão definitivamente separados: o corpo exprime a alma e, ao mesmo tempo, resiste-lhe. A alma quer abandonar o corpo mas permanece...
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