O amor na abordagem direta ao inconsciente

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  • Publicado : 21 de abril de 2013
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Inicialmente apresentamos algumas considerações sobre a palavra amor.

Vejamos o que diz um artigo de Renate Joster: Amor: palavra desgastada, desfigurada, banalizada. Em nossa atual mentalidade cientificista, o Amor perdeu o seu significado, o seu sentido, o seu lugar. Falar em Amor é motivar o descaso ou levar ao esboço de sorrisos maliciosos de conotações puramente sexual, quedestroem a essência para limitar a vivência deste amor a um “fazer” exteriorizado, vazio, apenas físico. Considera-se o Amor como algo poético, sentimental, próprio do adolescente imaturo, povoado de ilusões, indigno de merecer a “seriedade de uma abordagem científica, a não ser sob seu aspecto apenas fisiológico, no qual se quer resumir todo este Amor.

Agora vejamos uma descrição do queocorre na terapia, Abordagem Direta do Inconsciente-ADI.

Ainda segundo a Renate Joster, essa mesma ciência permite hoje que se chegue à interioridade profunda do ser humano, pela pesquisa de campo inconsciente (ADI), e que se comprove, assim, indubitavelmente, que tudo, todo o segredo de bem-estar, saúde, equilíbrio de humanidade, se assenta sobre uma única pedra fundamental, que éexatamente o Amor. Prova-nos, por outro lado, este inconsciente, que todos os males, as violências, os desatinos, as guerras, as doenças individuais e sexuais, os problemas psicológicos e mentais, se originam em última análise, do desamor.

Mostra-nos, essa ciência fisicista, que neste processo de interiorização se encontra uma luz e que esta luz é aconchego e Amor. Mostra, em oposição, aoutra face, o desamor, sempre percebido pelo paciente como frio que apavora, que faz tremer e é visualizado como escuridão. Uma vez dentro da luz, o paciente vê a fonte em outra luz maior e, com simplicidade, a identifica com Deus, Deus que é Amor, como dizia São João. Assim, o ser humano sente-se amado na primeira instância de seu existir, na concepção, ainda antes da concretização física de simesmo. E quem assim é amado, é capaz de amar, ainda que outras circunstâncias sejam adversas neste momento ou, ainda, que os pais, ao gerarem o filho, demonstrem não se amar.
Na prática clínica da TIP, que já conta com mais de 25 mil pacientes atendidos, a dicotomia constante entre amor e desamor coloca-se como princípio a reger todos os fatos inconscientes. Já vimos que a criança, aosurgir na concepção, visualizada a sua luz que a aquece com Amor, a inunda e lhe dá vida. Sente-se, neste momento, perfeita e saudável, cheia de alegria e vontade de viver. De imediato ela busca os seus pais que se unem, esperando encontrar neste ato o transbordamento do Amor espiritual no físico, pois a criança, neste estágio, entende as coisas com sabedoria e de forma certa. Entretanto, aíacontece uma decepção, pois os pais, contaminados pela falhas dos antepassados, não amam da forma como deveriam. É o "desamor primordial" que contamina o Eu-Pessoal sadio e que será assimilado pela criança na forma de um pensamento emocional para, logo depois, ser acatado e transformado em ordem cerebral, irradiando-se sobre a mente, o psiquismo, a alma (Eu-Pessoal) e o organismo. Aparecem na forma de"frases-registro" os condicionamentos que, a partir daí, se reforçam ou se amenizam, se enriquecem com outras "frases-registro" negativas ou positivas e se concretizam no decorrer da vida, paulatinamente, na expressão de doenças e desequilíbrios, quando negativas. Entretanto, a criança não perde de sua memória inconsciente a experiência do Amor que estava presente em seu ser, antes que este seconcretizasse no zigoto. E começará a fazer as suas opções.

Segundo essa abordagem, é ainda no útero-materno que quase tudo se inicia (grifo meu). A criança sabe, a todo momento, o que se passa com os pais, se eles se amam ou não, se a aceitam ou rejeitam. E reage de acordo com o que percebe, podendo agredir-se no corpo, na inteligência, no psiquismo e, quando não concretamente, então...
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