O acordo das lages

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Portugal e os Estados Unidos da América – A Negociação da Base das Lajes

Portugal Estados Unidos da América
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A Negociação da Base das Lajes Ilha Terceira - Açores
Curso:

Gestão de Empresas
Cadeira:

Técnicas de Negociação Motivação e Liderança 2º Ano (turma 2n1) Novembro de 2007

Docente:

Professor Doutor António Damasceno Correia
Discentes: AntónioAlves Carlos Marques Jorge Fernandes Jorge Primor Sérgio Martins 20060255 20063264 20062959 20062706 20060710

Gestão de Empresas – Turma 2n1 – ano 2007

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Portugal e os Estados Unidos da América – A Negociação da Base das Lajes

ÍNDICE 1. Nota introdutória 2. Notas Cronológicas 3. Acordo de 1944 4. Acordo de 1951 5. Negociações de 1962 e de 1963 6. Conflitos Internacionais de 1973 7.Acordo de Cooperação e Defesa de 1995 8. Acordo Laboral 9. Conclusão 10. Anexos Bibliografia
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Nota: O presente trabalho, tem como objectivo relatar os factos relacionados com a presença militar americana no Arquipélago das Açores, ao longo dosúltimos 57 anos, no contexto do acordos celebrados entre Portugal e os Estados Unidos da América, apresentando-os de forma sintética e cronológica, evidenciando as técnicas de negociação utilizadas pelos diferentes interlocutores intervenientes, nos múltiplos cenários do jogo político internacional; procurando salientar o impacte que esta interacção produziu, nos interesses do estado português e nascomunidades ali residentes, involuntariamente envolvidas no processo ao longo das últimas gerações.
O Grupo de Trabalho

Gestão de Empresas – Turma 2n1 – ano 2007

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Portugal e os Estados Unidos da América – A Negociação da Base das Lajes

Nota Introdutória O século XX abria uma via muito particular nas relações entre os EUA e Portugal, com a diplomacia daquele país a manifestar-se comindependência na política europeia, sem aceitar “zonas de influência” nem situações de protectorado. Essa tendência manifestada em 1911 seria reafirmada no ano de 1917, em plena Primeira Guerra Mundial. O ponto de encontro bilateral entre Portugal e os EUA seria os Açores. A chegada à ilha de S. Miguel de cinco “destroyers” norte-americanos em 25 de Julho de 1917 (após o porto de Ponta Delgada tersido bombardeado a 4 daquele mês por um submarino alemão), veio revolucionar os termos das relações anglo-americanas no patrulhamento daquela zona do Atlântico. A garantia da liberdade de navegação primeiro, e, depois, a política de empenhamento militar no teatro europeu por parte dos EUA fizeram dos Açores um ponto de encontro entre portugueses e norte-americanos durante este conflito. Seráporém, o Estado português pretender evitar o relacionamento directo e bilateral em matéria militar. Como se estava numa “guerra de alianças”, o governo de Lisboa só concederá facilidades à “potência associada”, os EUA, depois de ter introduzido a presença do aliado britânico na decisão. A partir de então, assiste-se ao estabelecimento de um triângulo diplomático entre Lisboa, Londres e Washington, queservirá de base para as futuras negociações sobre o uso de facilidades naquele arquipélago quer na Primeira Guerra Mundial como na Segunda Guerra Mundial. Tem-se, numa perspectiva geopolítica, afirmado que as relações de Portugal com os Estados Unidos são a continuação natural da aliança luso-britânica. Afirmando-se aquele, claramente, e desde a II Guerra Mundial, como a potência marítimadominante, só poderiam prosseguir a política da sua antecessora (Reino Unido) na região, privilegiando as relações com Portugal no quadro peninsular, opondo-se a todas as tentativas de União Ibérica e lançando as bases de uma “relação especial” luso-americana. De facto, com o fim da II Guerra Mundial; com o declínio do império britânico; com o crescimento do domínio Atlântico dos Estados Unidos e com...
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