A VIDA ATIVA E A CONDI O HUMANA

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  • Publicado : 7 de junho de 2015
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 A VIDA ATIVA E A CONDIÇÃO HUMANA

Ao iniciar o primeiro capítulo Hannah Arendt aborda a “Vida Ativa”, que a partir dessa expressão a autora designa as três atividades (Labor, Trabalho e Ação), que são condições as quais a vida foi concedida ao homem.
“O labor é a atividade correspondente ao processo biológico do corpo humano” , esse assegura a manutenção da suaprópria espécie, ou seja, é estimulado pelas manifestações das necessidades naturais do corpo humano. “E a condição humana do labor é a própria vida” . E vale ressaltar que é representado pelo Homo Laborans.
O trabalho corresponde àquilo que o próprio homem produz, surgindo assim um mundo artificial entre o ser humano e o ambiente natural. “A condição humana do trabalho é a mundanidade” , ou seja, aquiloque o homem consegue através de sua capacidade de produzir. Representado pelo Homo Faber.
E por fim a ação que é a única atividade ocorrida diretamente entre os homens, sem mediação de algo. É aqui que se situa a política, na convivência “entre homens”. 
Hannah expõe que através da ação pode-se conseguir sempre algo novo, chega até mesmo a assemelhá-la com a natalidade. E a condição humana para aação é a pluralidade, pois o ser humano é semelhante em termos de surgimento de uma mesma espécie, porém é pela capacidade de agir em grupo, e pela individualidade que o homem se distingue dos demais.
A autora mostra que essas três condições estão ligadas a natalidade, mas é como vimos anteriormente, é a ação que está mais ligada a ela. E logo após, ela conclui que “Todas as atividades humanaspossuem um elemento de ação e, portanto, de natalidade” . E a partir desta citação podemos obter uma ideia mais elaborada do que pode ser a ação.
Os homens são seres condicionados, e qualquer coisa que entra em contato com ele se torna uma condição para a sua existência, pois ele próprio adota tais fatores para condicioná-lo. E por essa lógica “O impacto da realidade do mundo sobre a existênciahumana é sentido e recebido como força condicionante” .
Logo após é encontrada a distinção entre a condição humana e a natureza humana. Em sequência observa-se que as condições de existência humana (a vida, a natalidade e a mortalidade, a mundanidade, a pluralidade e a terra) não poderão explicar o que somos, pois essas condições não se manifestam por completo, ou melhor, de modo absoluto no homem.A EXPRESSÃO VITA ACTIVA
A princípio a autora inicia o capítulo abordando a expressão Vita Activa, onde a mesma é sobrecarregada de tradição, no que se refere política, porém a mesma não acata e conceitualiza as experiências da política ocidental.
Essa expressão ganhou não acata e conceitualiza as experiências da política ocidental.
Essa expressão ganhoudiversas vertentes, onde na filosofia medieval relacionou-se com a definição de Aristóteles, em seu conhecido termo Bios politikos, onde o homem realiza-se na política, relacionando-se com seus semelhantes de assuntos comuns.
Agostinho falava “Uma vida dedicada aos assuntos públicos e políticos” . Os antigos se referiam a inquietação, desassossego, enfim, tudo que denotava ação.
Com o desaparecimentodas cidades estados a expressão vita activa perde o seu significado político e passou a abranger toda atividade que se referia às coisas do mundo.
A expressão vita activa tradicionalmente deriva do significado da vita contemplativa, pois o homem que se dedicava a política não tinha outro ofício senão ter o livre pensar nos assuntos da polis.

ETERNIDADE VERSUSIMORTALIDADE
Nesse capítulo Hannah Arendt inicia falando as duas preocupações entre aqueles que escolheram se engajar na ação e aqueles que optaram por uma vida dedicada ao pensamento puro, que são respectivamente os homens de pensamento e os homens de ação.
E logo após encontra-se a definição do que se refere entre a imortalidade e a eternidade. A imortalidade refere-se à continuação no tempo,...
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