A transferencia

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A transferência

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TRANSFER

Coleção PASSO-A-PASSO
CIÊNCIAS SOCIAIS PASSO-A-PASSO

Direção: Celso Castro
FILOSOFIA PASSO-A-PASSO

Direção: Denis L. Rosenfield
PSICANÁLISE PASSO-A-PASSO

Direção: Marco Antonio Coutinho Jorge

Ver lista de títulos no final do volume

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Denise Maurano

A transferência
Uma viagem rumo ao continente negro

JorgeZahar Editor
Rio de Janeiro

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Copyright © 2006, Denise Maurano
Copyright desta edição © 2006:
Jorge Zahar Editor Ltda.
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Impressão: Cromosete
Capa: Sérgio Campante

CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.
M412t

Maurano, Denise
A transferência: uma viagem rumo ao continente negro / Denise Maurano. — Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,
2006
(Passo-a-passo; 72)
Incluibibliografia
ISBN 85-7110-950-8
1. Psicanálise. 2. Transferência (Psicologia). I. Título.
CDD 150.195
CDU 159.964.2

06-3240

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Sumário

Introdução

7

A transferência em sua origem

11

A caracterização da transferência em Freud

15

Entre o saber e o amor, a transferência em Lacan

26

Os impasses da contratransferência e
o desejo do analista

34

Oamor que interessa ao desejo do analista

40

A transferência e o encontro com o feminino

48

A transferência e o discurso do analista

57

Conclusão: transferência x regulamentação
da psicanálise

63

Referências e fontes

72

Leituras recomendadas

75

Sobre a autora

77

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Para se chegar pois a Ela, há que se proceder antes não compreendendodo que procurando compreender, deve-se antes
pôr-se em trevas do que abrir os olhos para a luz...
S. João da Cruz

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Introdução
Tenho argumentado em prol da idéia de que a experiência
psicanalítica não é um achado fortuito da cabeça genial de
Freud, seu inventor; mas sim efeito de nossa experiência
contemporânea, na qual estão conjugados todos os elementosindispensáveis para centrarmos nossa existência, no drama daquilo com que temos de lidar quando se trata de desejo.
Andamos sempre às voltas com a energia psíquica que,
sendo oriunda das pulsões sexuais, encontra nos termos do
desejo e das aspirações amorosas seu regime de funcionamento. Vivemos na Era da Libido, na qual esperamos que o
amor e a sexualidade resolvam os impasses de nossas vidas,
já que nãoacreditamos mais que seremos salvos pela organização das leis, nem por Deus, nem pelas luzes da racionalidade humana. Frente a esse quadro, aumentam as questões relacionadas ao amor e à sexualidade, terreno sobre o
qual a psicanálise debruça-se teórica e clinicamente.
Apesar das mudanças ocorridas no mundo desde os
tempos de Freud e da maneira pela qual amor e sexualidade
têm sido tratados, ocerne da questão não teve a mesma
mobilidade. Ou seja, depois da chamada revolução sexual,
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da aids, da internet, é claro que a sexualidade não se apresenta do mesmo modo que anteriormente; os caminhos
transversos da virtualidade e do consumo o atestam. Mas o
que faz com que ela permaneça como tema central é a mesma
coisa que a instituiunesse lugar: a aposta de que promova a
salvação de nossa existência. Parece ser isto o que marca a
inauguração da cena contemporânea e que nos revela Freud
como um genuíno contemporâneo.
Não que Freud acredite nessa salvação; ele apenas foi
sensível a essa questão. Frente a esse apelo demasiado humano, e sobretudo demasiado, vigora uma verdade — que,
como toda verdade, é só meia-verdade....
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