A resistencia das democracias liberais

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Eva Maia 12ºD História A
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A Resistência das Democracias Liberais

A Resistência das Democracias Liberais

Índice

Introdução 2
A Resistência das Democracias Liberais 3
O Intervencionismo* do Estado 3
New Deal* 4
Os Governos de Frente Popular e a Mobilização dos Cidadãos 7
França 7Espanha 8
O caso da Grã-Bretanha com os Governos de «União Nacional» 10
Conclusão 11
Glossário 12
Anexos 14
Biografia de John Keynes 14
Biografia de F.D.R. 14
Biografia de León Blum 14
Esquemas de Resumo do Trabalho 16
Bibliografia 18
Webgrafia 18

Introdução
O meu trabalho vai explicar de que forma as democracias liberais lidaram com a depressão dos anos 30. Irei iniciar omeu trabalho com uma explicação do keynesianismo, explorarei, de seguida, as medidas tomadas por Roosevelt (New Deal) para tirar os Estados Unidos da América da crise que se vivia então. Tentarei explicar, de forma simples e clara, as medidas aplicadas, com o objectivo de perceber como os EUA recuperaram de um golpe tão forte. Esta consiste, então, na primeira parte do meu trabalho.
Na segundaparte do meu trabalho, esclarecerei o que são governos de frente popular e como foi conseguida a mobilização dos cidadãos. Esta parte abordará os casos Espanhol e Francês e de forma breve o caso da Grã-Bretanha.

Ao longo do trabalho, todas as palavras com “ * “ terão a sua explicação no glossário.

A Resistência das Democracias Liberais
O Intervencionismo* do Estado
Os Estadosdemocráticos reagiram de uma forma diferente à crise e mudanças culturais dos anos 30. Enquanto que a Alemanha, a Itália, Portugal e Espanha adotaram regimes conservadores e autoritários, os EUA, a Inglaterra e a França, mantiveram os seus regimes democráticos e procuraram consenso político entre partidos de esquerda e de direita. Optaram por uma maior intervenção do Estado no campo económico e social,aplicando os ideais do Welfare State (Estado Providência) *.
John Keynes colocou em causa a capacidade de autorregulação do sistema capitalista e, por isso, defendia que o estado devia regular a relação entre consumo e investimento (doc.21), de forma a reduzir o desemprego e minorar os efeitos das crises cíclicas do capitalismo. Ao mesmo tempo que se aplicava uma política de obras públicas para criaremprego, aplicavam-se, também, reformas sociais de apoio aos desempregados e trabalhadores pobres. (doc.1)
Doc. 1 – Modelo Keynesiano

Aumento do investimento
Aumento do investimento
Aumento do Emprego
Aumento do Emprego

~
Portanto, o Estado devia promover a segurança social de modo a garantir a felicidade, o bem-estar e o aumento do poder de compra dos cidadãos, assegurando, assim,uma maior justiça social e o crescimento económico. (doc.22)
«O alargamento das funções do Estado, necessário para um ajustamento recíproco entre a propensão para o consumo e a vontade de investir 1, pareceria a um publicista do século XIX ou a um financeiro americano dos nossos dias uma horrível infracção aos princípios individualistas. Pelo contrário, este alargamento parece-nos o único meio deevitar uma completa destruição das instituições económicas atuais e uma espécie de condição para um exercício feliz da iniciativa individual 2.»
Doc.2-John Keynes, Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, 1936

New Deal*
Quando a crise de 1929 deflagrou, o Presidente dos Estados Unidos era Herbert Hoover (1929-1933). Este presidente, que era adepto das ideias liberais, esperava que crisese resolvesse por si própria. Por isso, o Estado não interferiu na economia e, em 1932, havia nos Estados Unidos 13 milhões de desempregados. A política de Hoover falhara. Tanto é, que nesse mesmo ano, o candidato democrata Franklin Roosevelt vence as eleições.
O presidente Roosevelt para salvar o país da crise económica, opta pelo intervencionismo do Estado na economia (Welfare State),...
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