A RELAÇÃO DE ASSERÇÕES DA OBRA “FAUSTO” DE GOETHE COM AS PERSPECTIVAS CRÍTICAS DE SCHLEGEL E VICTOR HUGO

1847 palavras 8 páginas
Este trabalho terá como objetivo analisar dois fragmentos da obra Fausto escrito por Goethe, sobre as asserções de Mefistófeles e Fausto, e relacionaremos às perspectivas críticas do fragmento 116, de Friedrich Schlegel, e do texto de Victor Hugo Do grotesco e do sublime. Fazendo-se uma contextualização histórica, o trabalho corresponde ao período que conhecemos como o romantismo, um momento em que a burguesia assume o poder político. Assim, do classicismo para o romantismo temos uma passagem brutal, a primeira objetiva uma obra de arte que eleva o espírito, que fazia parte do mundo dos nobres, já o romantismo parte desta mudança, não temos que buscar as nossas origens nos nobres, mas busca no espírito do povo, procurando algo absoluto, total, como é visto. Victor Hugo em Do grotesco e do sublime luta por uma poesia nova, ao contrário do classicismo, as perspectivas do romantismo são tratadas da seguinte forma:
Contrário a todo o formalismo literário, insurge-se contra a regra da separação de gêneros, pois a arbitrária distinção dos gêneros desmorona diante da razão e do gosto e prega uma poética da totalidade. Ao gênero cabe a tarefa de criar uma obra total, sem excluir qualquer que seja o elemento real; representar o homem na sua total complexidade, iluminando-lhe ao mesmo tempo, o interior e o exterior; representar a natureza, pois tudo o que está na natureza está na arte, sem no entanto proceder à mera e simples reprodução do real, visto que o domínio da arte e o da natureza são perfeitamente diferentes. (HUGO, 2007, 9-10) Ainda, Victor Hugo diz que a poesia completa está na harmonia dos contrários. Observamos nele a distinção do belo e grotesco. O grotesco faz parte do belo o qualifica e enquanto o belo tem um tipo o feio encontramos mil. Ou seja, só existe o belo por existir o feio, podemos tratar uma pessoa com vícios, crimes, luxúria, gula, todos eles fazem parte do grotesco, mas o belo só existe um só. Quanto ao Schlegel, escreveu uma série de

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