A reforma psiquiatrica como forma de inclusao social

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A REFORMA PSIQUIÁTRICA COMO FATOR DE INCLUSÃO SOCIAL-

Cláudia C.G.AlcântaraMárcia Regina Massari
Marlene M. Franco

RESUMO

O presente artigo de revisão bibliográfica é um trabalho desenvolvido pelo grupo de pesquisadoras “As Margaridas”¹ que buscam os princípios norteadores dos estudos sobre a Reforma Psiquiátricano Brasil. Foi escrito a partir da consulta às pesquisas concluídas por autores renomados, apresenta como contraponto as dificuldades ainda encontradas na questão da Inclusão social, devido a oferta de serviços substitutivos serem menores que a demanda. É evidente que a Reforma Psiquiátrica avança; mas a ausência de implantação desses serviços em muitas cidades e o desconhecimento dosdireitos por parte da sociedade, torna- a ineficiente.

Palavras – Chave: Reforma Psiquiátrica, Inclusão Social ,Serviços Substitutivos



INTRODUÇÃO

“A reforma psiquiátrica é processo político e social, composto de diferentes atores e origens. Incide nos governos federal, estadual emunicipal, nas universidades,nos serviços de saúde,no mercado de trabalho,na educação,nos conselhos profissionais ,nas associações de pessoas com transtornos mentais e de seus familiares, nos movimentos sociais, no imaginário social e da opinião pública.È compreendido conjunto de transformações de práticas,saberes,valores culturais e sociais,é no cotidiano da vida das instituições,dos serviços,e dasrelações interpessoais que o processo da reforma psiquiátrica avança,marcado por impasses,conflitos e desafios”.(Gerschamam,1995).
O presente artigo de revisão bibliográfica é um trabalho desenvolvido pelo grupo de pesquisadoras “As Margaridas”¹ que buscam os princípios norteadores dos estudos sobre a Reforma Psiquiátrica no Brasil.Este trabalho foi escrito a partir daconsulta às pesquisas concluídas por autores renomados. É evidente que a Reforma Psiquiátrica avança; mas a implantação e implementação de Políticas Públicas de Saúde Mental preconizadas, atende inclusivamente a imensa demanda existente no país?

A Reforma Psiquiátrica tem evocado do ponto de vista teórico, a discussão acerca da desinstitucionalização. Em sua generalidade areforma institucional, à qual nos referimos, se expressa igualmente em mudanças discursivas. A opção por referir-se aos doentes mentais como pessoas com problemas mentais ou como portadores de transtornos mentais , já expressa uma atitude crítica mediante a terminologia médico-psiquiátrico. Sinaliza um esforço de distinção entre o sujeito, seu mal estar e sua patologização. Procurando assim apreservação do sujeito, diante do preconceito inerente ao enlouquecimento e sua institucionalização. O preceito de desinstitucionalização, portanto, não deve ser confundido apenas com o ato de fechamento do hospital Psiquiátrico ou seja desospitalização.(Goulart,1993).

“A negação da instituição não é a negação da doença mental, nem a negação da psiquiatria, tampoucoo simples fechamento do hospital psiquiátrico, mas uma coisa muito complexa, que diz respeito fundamentalmente à negação do mandato que as instituições da sociedade delegam a psiquiatria por isolar, exorcizar, negar e anular os sujeitos à margem da normalidade social”.(Amarante,1995,p.44)
1-As Margaridas: grupo de trabalho composto pelas acadêmicas:Márcia R Massari,Claudia C G Alcântara e...
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