A questão ética do analista

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FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE
CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

TAÍS SILVA MANGUEIRA

A QUESTÃO ÉTICA DO ANALISTA

PAULO AFONSO – BA
2012
TAÍS SILVA MANGUEIRA

A QUESTÃO ÉTICA DO ANALISTA

Fichamento apresentado ao Curso de Bacharelado em Administração da Faculdade Sete de Setembro - FASETE, como requisito para avaliação parcial da disciplina Metodologia do TrabalhoCientífico, sob a orientação da professora Reata Pedrosa.

PAULO AFONSO – BA
2012
SILVA, Márcia Vasconcellos de Lima. A Questão Ética do Analista: Um Estudo Crítico do Caso Dora. Portal do Marketing, 1999.

“O presente trabalho é produto de uma tentativa de articulação entre a ética de Aristóteles e a ética da Psicanálise, tendo no seu bojo considerações críticas a respeito do caso Dora e o desejodo analista.” (p. 1).
“[...] ética vem do grego ethos que significa modo de ser ou caráter, " (...) enquanto forma de vida também adquirida ou conquistada pelo homem ". (Vásquez, 1969: 14).” (p. 2).
“Segundo o Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia, Ética é a " ciência que tem por objeto o juízo de apreciação, enquanto este se aplica à distinção entre o bem e o mal [...]”(Lalande, 1926: 348- grifos nossos).” (p. 2).
“Pode-se dizer, [...], que ética é um conjunto de normas ou regras prescritas a fim de que a ação do indivíduo seja considerada boa.” (p. 3).
“À ética cabe a explicitação teórica dos fatos e à moral, a questão prática, isto é, as ações propriamente ditas.” (p. 3).
“[...] por disposições de caráter, as coisas através das quais nossa posição referente às paixões é boaou má.” (p.4)
“[...] a ética de Aristóteles (que, a nosso ver, não pode prescindir do conceito de virtude para ser estabelecida) é conhecida como a ética do caráter.” (p. 5)
“Trata-se, [...], de uma ética julgadora, conservadora e moralista que limita e restringe por um lado a liberdade dos homens, [...], procura tratá-los como iguais, não levando em conta as singularidades e particularidades decada um. É exatamente esse o ponto em que ocorre uma ruptura entre a filosofia / proposta / concepção ética de Aristóteles e a ética da Psicanálise.” (p. 5).
“[...]o fato é que se temos de um lado uma ética generalizante, racional, [...], de outro lado, [...] uma ética cujo objetivo é particularizar as diferenças pessoais entre os sujeitos, [...], com o intuito de enfatizar e respeitar asingularidade do sujeito. Em Psicanálise, o homem ganha o estatuto de sujeito - sujeito do inconsciente.” (p. 5).
“Poder-se-ia denominar a ética de Freud de ética do prazer, [...] o ser humano estaria em busca da felicidade tentando, de todos os meios, evitar o desprazer. Diferentemente da proposta aristotélica de uma felicidade universal e comum para todos os homens de bem.” (p.6).
“Freud fala em umsujeito que passa por conflitos inconscientes de natureza ética, no sentido da decisão entre "o bem" imposto por outras pessoas [...] e o que podemos denominar de "meu bem" - o do próprio sujeito.” (p. 6).
“Mas, " (...) o analista não tem que tomar partido por um dos termos do conflito inconsciente [...]. Efetivamente, é a estrutura mesma do sujeito do inconsciente, [...], o que impõe essasuspensão, que é de ordem ética: não suturar o conflito psíquico com um acosso interpretativo...". E mais adiante: " (...) o analista não tem que escolher entre duas instâncias que governam o inconsciente do sujeito, [...]". (Cottet, 1982: 124 - grifos nossos). ” (p. 6).
“A direção da cura não dá ao analista o papel de mentor; este só tem um desejo: o de ver o enfermo tomar as decisões por si próprio.”(p. 6).
“Embora, o analista possa se colocar na posição de objeto de desejo do paciente. [...] pode direcionar a cura nesse, e unicamente, nesse sentido: o de se colocar como objeto de desejo inconsciente do sujeito-paciente. ” (p. 6/7).
“[...] à ética e o desejo do analista, [...], serão melhor abordadas no capítulo 4.” (p. 7).
“Um Estudo Crítico do Caso Dora: Em Outubro de 1900, Freud em...
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