A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia resumo e resenha

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  • Publicado : 23 de agosto de 2012
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- por Carolina de Oliveira Scodeler

A Psicologia Social e uma Nova
Concepção do Homem para a Psicologia

RESUMO

A Psicologia Social, na década de 50, cabia dentro de duas tendências predominantes: primeiro a pragmática numa abordagem comportamental, visando prever, controlar e alterar atitudes grupais, visando a produtividade do grupo, tornando-se agentes “felizes” de produção, esegundo, a filosófica com as raízes na fenomenologia.
A Psicologia Social teve dificuldade de aceitação, tendo em vista que logo, na década seguinte, em 60, surgiram questionamentos a respeito dela não conseguir intervir, explicar ou ao menos prever os comportamentos sociais aos quais se dedicava. Os processos de tentativa de produção científica não conseguiam gerar resultados satisfatórios quandoeram replicados, o que comprometia e inviabilizava suas validações.
Na mesma fase, a Psicanálise volta a campo com força e lança uma crítica à Psicologia Social, alegando que esta última seria uma ciência ideológica, defensora apenas dos interesses dominantes e produto de condições históricas específicas e critica também o positivismo por perder o ser humano em nome da objetividade.
No inicio oBrasil oscila entre as vertentes pragmática e filosófica, porém, a partir de congressos interamericanos o Brasil (e os países norte-americanos) começa a construir a sua própria vertente, com a proposta de uma psicologia social com as bases voltadas para o materialismo-histórico.
O primeiro passo para a superação da crise foi levar em consideração o que já se tinha em outras abordagens econsiderar um homem bio-psico-social.

A ideologia nas ciências humanas

As diversas vertentes que as ciências humanas percorreram, do positivismo na procura da objetividade dos fatos à ideologia, como produto histórico que se cristaliza nas instituições, traz consigo uma concepção de homem necessária para reproduzir relações sociais, que por sua vez são fundamentais para a manutenção das relações deprodução da vida material da sociedade como tal.
Se a psicologia apenas descrever o que é observado ou enfocar o indivíduo como causa e efeito de sua individualidade, ela terá uma ação conservadora, estatizante, ideológica, quaisquer que sejam as práticas decorrentes e ela entra em uma abordagem contraproducente quando desconsidera o homem como agente produtor de uma sociedade, que é fruto de umaconstrução histórica-dialética, aonde, como agente, o homem ia de si, ou seja, da sua construção subjetiva, para a sociedade, gerando uma contribuição e construção objetiva.
A exemplo disso, temos Skinner, que apesar da reformulação no behaviorismo e de sua visão do homem como um produto das suas relações sociais, ainda desconsiderava essas relações como produto da condição história de umasociedade.
Portanto, caberia à Psicologia Social recuperar o indivíduo na intersecção de sua história com a história de sua sociedade e apenas este conhecimento nos permitiria compreender o homem enquanto produtor da história.

A psicologia social e o materialismo histórico

Nem o positivismo nem o subjetivismo deram conta de explicar o homem criativo e transformador. Tornou-se necessária uma novaforma de compreensão que conseguisse explicá-lo. Daí a procura de uma psicologia social que partisse da materialidade histórica produzida por e produtora de homens.
A partir de críticas à psicologia social “tradicional”, percebemos dois fatos fundamentais:

1. o homem precisa relacionar-se com outros homens para sobreviver;
2. a sua participação no meio depende da aquisição da linguagem.Estes dois fatos permite ao psicólogo social aprofundar sua análise do Indivíduo, considerando o enlace entre as relações grupais, linguagem, pensamento e ações, na definição de características para a análise, aonde as ações são encadeadas, junto com outros indivíduos, para uma necessidade comum.

Decorrências metodólogicas: a pesquisa-ação enquanto práxis

Pesquisador e pesquisado se...
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