A pratica da missao

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II


A PRÁTICA INTEGRAL DA MISSÃO


Entramos agora, na parte prática de nosso estudo. Vimos o alicerce da missão, os fundamentos bíblicos da missão, onde nos fornece uma segura e firme visão da teo-centralidade da missão da Igreja, o seu peso e valor teológico, pois trata-se de algo que emerge do próprio Deus.
Visto que nosso trabalho busca englobar uma abordagem onde não exista umadicotomia entre teologia e prática, entramos então na conse-quente abordagem prática da missão da Igreja. Chamamos esta parte de "a prática integral da missão" porque ele trata das dimensões que emergem do fundamento da missao como ela deve ser na sua prática. Em outras palavras, a forma (nao estrategia), 0 molde da missão, as suas dimensões, numa perspectiva integral, onde se vê o "todo" da obramissionária da Igreja. Isto porque em muitas abordagens que se vêem por ai, a missão é tratada com frieza e negligenciam-se muitos de seus aspectos, numa "espiritualização" exagerada, dico-tomizando teologia e prática. Em nosso trabalho entendemos a missão como algo inte-gral, onde abrange numa perspectiva global não só o "proclamar a Cristo", mas abran-ge conjuntamente e numa simultaneidade, odiscipulado e o serviço que caracteriza toda a postura, visão, teologia e vivacidade da obra missionária da Igreja, comprometi-da com a mensagem e amor que prega.
Ao falarmos da prática integral da missão nesta pers-pectiva holística não estamos tentando criar uma nova teologia prática da missão, antes, somente reafirmando o que a Bíblia sempre apresentou. Visualizar a missão numa perspectivaintegral é buscar atingir o ser humano na sua totalidade (corpo e alma) le-vando em consideração o seu contexto de vida em prol de uma restauração, transfor-mação, edificação total para honra e glória do nosso Deus.
Vejamos portanto, como na prática deve a missão visualizar e agir, estruturando a sua praticidade numa cosmovisão bíblica e integral.


2.1 – A EVANGELIZAÇÃO


Em primeiro lugar,abordando a prática da missao numa perspectiva integral, vemos que a evangelização aparece como a parte essencial da missão da Igreja. o Pacto de Lausanne define a evangelização como( COMISSÃO DE LAUSANNE PARA EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL, p. 13.): “Evangelizar é divulgar as boas no-vas de que Cristo Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos, se-gundo as Escrituras, e que, como Senhore Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem ... A evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico como salvador e senhor, com o in-tuito de persuadir as pessoas a “virem” a EIe pessoalmente assim se reconciliando com Deus ... " A missao da Igreja parte com esta perspectiva primordial. Evangelizar é anun-ciar aCristo ao mundo. É trazer “ boas novas" (evangelizomai), proclamar. Isto implica em a Igreja, e cada membro, ter um compromisso de convicção, vivência e testemunho da mensagem que nos foi dada (I Tim.6:20; II Tim.l:12-14), que é o evangelho.
Vimos na parte anterior que se trata do Evangelho do Reino, com a centralidade no Senhor do Reino e sua obra redentora (Jesus). Nesta missão, de proclamaras boas novas do evan-gelho, a Igreja deve estar consciente da sua responsabilidade e especiahnente convicta e coerente com a mensagem que proclama. A evangelização não é definida em termos de resultados nem tão pouco de métodos, antes, como disse Stott( VÁRIOS AUTORES, A missão da Igreja no Mundo de Hoje, p. 40.): “Evangelização pode ser redefinida somente em termos de mensagem. Portanto, aevangelização bíblica tor-na o evangelho bíblico indispensável. Nada dificulta tanto a evangelização de hoje como a perda generalizada de confiança na verdade, na relevância e no poder do evan-gelho. Quando 0 evangelho deixa de ser as boas novas de Deus para se converter em “boatos de Deus”, não nos é facil esperar da Igreja grandes demonstrações de entusias-mo evangelístico!" A prática integral da...
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