A politica

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  • Publicado : 21 de novembro de 2012
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Parece-me que a cada quatro anos a história se repete, qual seja: um amontoado de pessoas desejosas de se lançarem no universo da política. Existem aqueles que almejam um cargo no legislativo e háoutros que se lançam em uma corrida desenfreada para o Executivo. Entretanto, a única coisa que sobra dessa movimentação toda é um aglomerado de partidos políticos sem a menor sustentação ideológica,principalmente no sentido clássico em que os homens se posicionam na arena política pelo nível de suas idéias: de um lado existe a esquerda - que ainda não está morta; o centro - para o qual se confluemmuitos indivíduos - e a direita - que tem muitos adeptos, porém, poucos com coragem suficiente para admitir tal postura.

Para essa última categoria de homens vale a reflexão proposta por Honoréde Balzac em seu romance "Esplendores e misérias das cortesãs", que acabo de ler. Em determinado ponto da narrativa, um dos personagens diz que, de longe, é possível conhecer os seres políticos quesão de direita, mas votam no centro. Ele pretende explorar a questão, todavia, deixa para o leitor fazer sua avaliação, entretanto, lança mais uma pergunta em forma de farpa: "E hoje quem é que temopinião? Existem apenas interesses". Esse texto foi escrito por volta de 1840 na França, país que passava por importante efervescência política, ideológica e cultural, por conta de uma série de fatores,entre eles a Revolução Francesa ocorrida em 1789.

O leitor deve estar-se perguntando o que uma obra confeccionada na primeira metade do século XIX na Europa tem a ver com o Brasil e com as eleiçõesmunicipais que acontecerão no próximo mês? Tudo! Principalmente quando o meu objetivo é entender as ramificações partidárias e as coligações que foram feitas aqui e ali visando o pleito de outubro.Ao analisar as costuras feitas nas mais diversas paragens brasileiras é possível ver no mesmo barco os liberais, pseudo-esquerdistas e social-democratas, atitude que elimina a base ideológica...
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