A personagem do romance

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“A PERSONAGEM DO ROMANCE”
Antônio Cândido
Flavio Teixeira Barbosa

O objetivo deste artigo é extrair o conceito de verossimilhança do trabalho de Antônio Cândido: “A Personagem do “Romance”.

Primeiramente, podemos definir verossimilhança como:

“Verossimilhança, em linguagem corrente, é o atributo daquilo que parece intuitivamente verdadeiro, isto é, o que é atribuído auma realidade portadora de uma aparência ou de uma probabilidade de verdade, na relação ambígua que se estabelece entre imagem e idéia.

Em literatura, o termo designa a idéia de que aquilo que é narrado se assemelha à realidade. No teatro, tem a ver com a clássica Regra das Três Unidades (séc. XVII). Verossimilhança no geral é aquilo que possui semelhança com a nossa realidade, com onosso dia-a-dia .

Verossimilhança é a impressão da verdade que a ficção consegue provocar no leitor. Alguns filmes, novelas, livros são exemplos de verossimilhança, pois apresentam os fatos semelhantes ao que acontecem na realidade vivida.”

Fonte: Wikipedia.

Podemos considerar que verossimilhança, em geral, é aquilo que possui semelhança com a nossa realidade, com onosso dia-a-dia. Na literatura, a verossimilhança pode ser externa ou interna. Interna é quando não é factível de acontecer na realidade, somente dentro da obra; e externa quando é possível de acontecer, tanto faz dentro da obra ou fora dela, na realidade .Podemos citar os seguintes exemplos:

O filme Harry Potter, ele é verossímil porque , nada que está na obra é real -verossimilhança interna - e o filme “Adrenalina”, podemos dizer que está cheio de verossimilhança externa, não se pode dizer que o filme seja só "verdade ", porem tem partes que sim .

Fonte(s):

Wikipedia

Dito de uma forma mais acadêmica podemos dizer que:

“Verossimilhança

A obra de arte, por não ser relacionada diretamente com um referente do mundo exterior, não éverdadeira, mas possui a equivalência da verdade, a verossimilhança, que é característica indicadora do poder ser, do poder acontecer. Distinguimos uma verossimilhança interna à própria obra, conferida pela conformidade com seus postulados hipotéticos e pela coerência de seus elementos estruturais: a motivação e a causalidade das seqüências narrativas, a equivalência dos atributos e das ações daspersonagens, a isotopia, a homorritmia, o paralelismo, etc.; e uma verossimilhança externa, que confere ao imaginário a caução formal do real pelo respeito às regras do bom senso e da opinião comum.

Se faltar a verossimilhança interna, dizemos que a obra é incoerente ou aloucada, aproximando-se do não-sentido; se faltar a verossimilhança externa, entramos no domínio do gênero fantástico,definido por Todorov (107, p.39) como uma hesitação entre o estranho e o maravilhoso, entre uma explicação natural e uma explicação sobrenatural dos acontecimentos evocados.

Mais importante é a verossimilhança interna, a coerência estrutural da obra, porque, quanto à verossimilhança externa, a fuga para o fantástico, para o mundo da imaginação, é comum à literatura. Transformar um homemem animal (O asno de ouro, de Apuleio) ou em inseto (A metamorfose, de Kafka) e conferir a esses seres não-humanos inteligência e sentimentos fazem parte do heterocosmo poético, cujas leis podem ser homólogas, no máximo, mas nunca idênticas às do mundo real. A literatura de ficção supera a antítese do ser e do não ser, do real e do imaginário: a personagem artística é, porque foi criada por seuautor, e, ao mesmo tempo, não é, porque nunca existiu no plano histórico.”

Fonte:
BASES LINGÜÍSTICAS DA LITERATURA
Caracteres da Função Literária
D´ONOFRIO, Salvatore. Teoria do Texto 1. Ed. Ática. São Paulo: 1992

Para Antônio Cândido, os três elementos centrais de um desenvolvimento novelístico são: o enredo, a personagem e as...
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