a pequena vendedora de fosforos

Páginas: 5 (1074 palavras) Publicado: 23 de novembro de 2014
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A Pequena Vendedora

Hans Christian Andersen

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Contos de Hans Christian Andersen
Hans Christian Andersen nasceu em Odensae, em 2
de abril de 1805, e faleceu em Conpenhague em 1875.
Autor de inúmeros contos infanto-juvenis, traduzido
por todo o mundo. Considerado por muitos com o pai
da Literatura Infanto-Juvenil. Temos aqui umaseleção
de seus melhores contos.

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A Pequena Vendedora
ERA uma hora muito avançada da véspera de Ano
Novo. Fazia um frio terrível e nevava copiosamente.
Uma pobre menina andava errante pelas ruas desertas; ia descalça e com a cabeça descoberta.
Ao sair de casa levava seus sapatos velhos, mas não
lhe serviam de muito, por estarem muito grandes para
ela. Sua mãe os usara até - que serasgassem e caíram dos pés da menina, quando ela atravessara a rua
correndo, para evitar os carros que corriam a toda
pressa. Um deles ela não pôde encontrar, por mais
que procurasse, e o outro fora levado por um traquinas, que saiu correndo, dizendo-lhe que o utilizaria
como berço para seus filhos, quando os tivesse.
E assim a pobre menina teve que continuar andando
com os pés descalços, osquais já estavam vermelhos

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e enregelados pelo frio.
Levava uma quantidade de fósforos no avental velho
e na mão carregava um pacote. Não vendera nada
durante aquele longo dia e ninguém também lhe dera
uma só moeda de cobre. A pobrezinha estava faminta
e morta de frio, oferecendo o mais triste aspecto de
miséria.
Flocos de neve iam caindo em seus cabelos louros,
que emolduravamlindamente o seu rosto, mas ela
não se importava com isso. Em todas as vitrinas e
janelas brilhavam as luzes, o ar estava impregnado
de um delicioso aroma de pato assado, porque aquela
era a véspera de Ano Novo. A menina não podia
esquecê-lo.
Encontrou um cantinho formado ror uma casa que avançava mais do que a vizinha e ali acocorou-se, escondendo os pés descalços embaixo do corpo e sentindoosmais frios que nunca. Não se atrevia a voltar para
casa, porque vão vendera nem um pacote de fósforos
e assim não ganhara nem uma moeda de cobre. Seu
pai lhe bateria e, por outro lado, em sua casa fazia
quase tanto frio quanto na rua.
A família não tinha mais do que um telhado por
proteção e o vento sibilava à vontade no interior da
habitação, embora seus moradores tapassem com
palha osburacos das paredes.
As mãos da menina estavam geladas. Oh, que calor
lhe daria um único fósforo! Poderia acender um riscan-

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do-o contra a parede, a fim de esquentar os dedos.
Apanhou, pois, um fósforo e o riscou na parede. Maravilha! Como chispou e brilhou logo! Começou a arder
com uma chama luminosa e clara, como se fosse uma
pequena vela, enquanto ela o rodeava com as mãos.
Era,ademais, uma vela muito rara.
A menina teve a ilusão de estar sentada ante uma
grande estufa de metal brilhante. Dentro dela ardia
um esplêndido fogo que aquecia maravilhosamente,
mas, aconteceu que, quando ela estendeu os pés para
aquecê-los, a chama do fósforo apagou-se e a estufa
desapareceu, de forma que a menina ficou sentada,
com o fósforo apagado na mão.
Acendeu outro, que tambémresplandeceu como o
anterior e quando a luz se projetou na parede, esta
ficou transparente com se fosse de gaze e a menina
pôde ver o interior da habitação. A mesa estava posta, coberta com uma toalha alvíssima corno a neve e
ela também viu urra vasilha de porcelana; um pato
assado recheado de maçãs e ameixas estava no centro.
E o melhor é que o pato saltou da vasilha em que
estava, com o garfoespetado nas costas e avançou
pelo chão. Chegou até onde estava a pobre menina e
então ... o fósforo se apagou e não restou mais nada,
senão um pauzinho enegrecido em sua mão.
Acendeu outro fósforo. Dessa vez a menina viu-se
sentada ao pé de uma árvore de Natal. Era muito
maior e estava muito melhor ornamentada do que

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uma que ela vira numa loja no dia de Natal daquele
mesmo ano....
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