A organização do trabalho antes e depois da revolução industrial - aspectos pré e pós taylor

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  • Publicado : 17 de maio de 2011
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Em vários períodos da história, várias civilizações e muitos pensadores estudavam e implantavam métodos de administração e organização do trabalho, como os Egípcios que, para construir as Pirâmides, precisaram se planejar, organizar e controlar. Eles reconheceram o valor do planejamento das atividades, o uso de uma pessoa que comandasse os demais trabalhadores, como um conselheiro, o princípio deorganização em grupos, com divisão de atividades e responsabilidade e a técnica de descrição das tarefas de cada elemento do grupo. Os Babilônios usaram o controle estrito, onde criaram o Código de Hamurabi, que continha leis que orientaram o povo no princípio do trabalho e instituiu a paga mínima. Os Hebreus, onde Moisés, na Bíblia, utiliza uma política de descentralização de decisões em que seesboçavam os primeiros contornos dos organogramas atuais. Os Gregos, onde Sócrates tinha administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência.

Podemos estudar as transformações dos modelos de produção e de trabalho de diversas maneiras. Assim, nesse processo de mudanças o trabalho de estrutura familiar vai prevalecer. No final da Idade média, oespaço temporal do trabalho é o dia, condicionado pela luz solar: ao nascer do sol inicia-se a jornada de trabalho, que só vai encerrar-se com o crepúsculo. O sapateiro, com sua família, trabalha na sua casa. A oficina onde ele fabrica seus sapatos é a sua casa; o espaço do lar e o espaço do trabalho quase que se confundem. Em sua casa ele mora, alimenta-se, dorme e trabalha. O espaço do trabalho é oespaço do lar, e vice-versa. Não havia uma fábrica de sapatos ou um lugar apropriado exclusivamente destinado ao fabrico de sapatos. As guerras e doenças enfraqueceram a disseminação dessas habilidades e conhecimentos.

Com o crescimento das áreas urbanas, veio a necessidade de se produzir cada vez mais e a dificuldade de comunicação se tornou um grande empecilho ao comércio destes produtosfeitos em casa. Assim, os artesãos tinham de ir para o centro das cidades negociar suas manufaturas e logo já estavam dentro das fábricas.

A produção em larga escala é que caracteriza a revolução capitalista, pois é na transformação dos produtos em mercadorias que o sistema capitalista se firmou. O trabalho na sociedade capitalista vai diferir do da sociedade feudal. Os trabalhadores,antes detentores do seu próprio trabalho e com domínio total do processo produtivo, passam a ser trabalhadores que irão vender sua força de trabalho em troca de um pagamento. O tempo de trabalho e o espaço para o trabalho são outros. O uso do relógio vai permitir que se mensure a quantidade de trabalho em horas. O espaço físico, não mais o lar, mas sim a fábrica, vai condicionar os trabalhadores a umdisciplinamento constante.

Com as Revoluções Industriais, houve a transferência da habilidade do artesão para a máquina; substituição da força do animal ou do músculo pela maior potência da máquina; fusões de pequenas oficinas em fábricas; desaparecimento das unidades domésticas de produção; solidificação do capitalismo com o crescente volume de uma nova classe social: o proletariado; ocapitalismo começou a se distanciar-se dos seus operários e a considerá-los uma enorme massa anônima; a principal preocupação dos empresários se fixava na melhoria dos aspectos mecânicos e tecnológicos de produção e a regulamentação administrativa sobre o operário.

No início da Era Industrial, na montagem de um veículo, por exemplo, prevalecia a improvisação e o resultado era extremamenteineficiente. Até então, a produção não tinha perdido o lado artesanal: na maior parte das indústrias, os operários trabalhavam do modo que achavam melhor. E no ritmo que queriam.

A grande idéia do americano Frederick Winslow Taylor foi usar um pouco de ciência nas fábricas. Ele começou a cronometrar o tempo gasto por trabalhadores em cada uma de suas ações – de martelar um prego a...
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