A ontologia do ser social e a questão ética do serviço social no brasil desde 1930 até os dias atuais.

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A ontologia do ser social e a questão ética do Serviço Social no Brasil desde 1930 até os dias atuais.










FRANCA
2007











A ontologia do ser social e a questão ética do Serviço Social no Brasil desde 1930 até os dias atuais.





















FRANCA
2007
Ética & Serviço Social nas décadas de1930 á 1950

Quando emergiu noBrasil, na década de 1930, o Serviço Social possuía uma característica assistencial e controladora que buscou favorecer o capitalismo monopolista e o desenvolvimento industrial, conformando uma atuação imediatista e acrítica.
Neste período, o Serviço Social vinculava-se a função ideológica da moral, ao tratamento moral da “questão social” e em defesa dos setores conservadores da sociedade como oEstado e a Igreja Católica, fato que contribui para a reprodução das relações sociais desta época.
Embora houvesse a necessidade de formação laica para o trabalho profissional, nesta época, a prática profissional manteve-se ligada ao conservadorismo moral expresso nas idéias positivistas, o que levou os assistentes sociais a se portarem de forma preconceituosa, conformista e discriminatória dianteás situações que não se adequavam aos padrões de comportamentos considerados corretos. Desta forma, o profissional não analisava as relações de trabalho em suas contradições, o que permitiu a caracterização de sua função como um instrumento que visava evitar o desequilíbrio da ordem.
Com as transformações advindas do capitalismo, o Serviço Social demonstra uma aversão à ordem burguesa que era tidacomo detentora da capacidade de trazer o progresso, mas que por não cumprí-la, o profissional passa a assumir a tarefa de lidar com os desajustes causados por esta sociedade.
Durante a década de 1940, a bipolarização ideológica, o Welfare State e o modelo fordista de produção vão exigir uma nova forma de controle por parte do Estado - pautada no consenso/coesão entre as classes, daí o uso daperspectiva da anormalidade que exigia uma ação psicologizante - fato que conduziu à ampliação das grandes instituições assistenciais.
É nesta década, precisamente no ano de 1945, que se elabora um novo Código de Ética, apesar de manter alguns valores teórico-políticos do início da profissão como o positivismo, o neotomismo e enfocar uma educação moralizadora que objetivava superar osdesajustamentos individuais, este Código visa tratar: os deveres fundamentais do Assistente Social; os deveres em relação ao “usuário”, deveres com os colegas de profissão e os deveres em relação à instituição onde trabalha.

A ética e a moral ganham, neste contexto, um caráter de ciência dos princípios e das ordens a que se deve seguir para fazer o bem e evitar o mal.
Nos anos 1950 surge o método ouprocesso de organização e/ou desenvolvimento de comunidade que se propunha a conduzir a melhoria nas condições imediatas do meio, contando, para tanto, com a participação dos grupos como co-participantes na execução dos projetos e das atividades, unidos pelo bem-comum, porém deslocados de suas elaborações e proposições.
Tais intervenções buscaram criar um padrão ético-moralizador do trabalhadore de sua família, ajustando o mesmo à ordem capitalista monopolista. Assim, o trabalho que permite que o homem deixe de ser apenas ser biológico e se torne ser social, através das relações que estabelece com a natureza e com os outros homens, passa a aliená-lo - processo que se engendra desde o século passado com a Grande Indústria -, uma vez que o resultado/produto do seu trabalho, assim como amão-de-obra do trabalhador, já não lhe pertence, pois adquiriu forma mercantil, ou seja, possui valor de uso e de troca, e esse fetiche das mercadorias e do trabalho irá obscurecer o processo de exploração capitalista e negar as potencialidades emancipadoras do homem.

Para Marx, o trabalho é o fundamento ontológico-social do ser social; é ele que permite o desenvolvimento de mediações que...
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