A nova cultura da aprendizagem

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  • Publicado : 24 de setembro de 2012
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Segundo Pozo (2002) a aprendizagem como atividade socialmente organizada deu-se em torno de 3.000 a.C apos o surgimento das primeiras culturas urbanas gerando novas formas de organização social ondenasceu assim, o primeiro sistema de escrita conhecido. Com a escrita nasce também a necessidade de formar escribas. Criam-se as “casas das tabuinhas”, as primeiras escolas da história onde predominavaum modelo de aprendizagem repetitiva e reprodutiva.
Após muitos anos, se fazia necessário gerar sistemas que aumentassem a eficácia da memória literal, da aprendizagem reprodutiva. É na Gréciaantiga que nasce a arte da mnemônica, século V a.C. Utilizando técnicas como a dos lugares (associar cada elemento de informação a um lugar conhecido para facilitar sua recuperação) ou a formação deimagens mentais (formar uma imagem com dois ou mais elementos de informação).
Na Grécia e na Roma clássicas, além desse modelo de aprendizagem, estão presentes outros contextos de formação que se baseiamem culturas de aprendizagens diferentes. Além da educação elementar, dedicada ao ensino da leitura e da escrita, na Academia de Platão por exemplo, se recorria ao método socrático, baseado nosdiálogos e dirigido mais à persuasão do que à mera repetição do aprendido.
Desde a queda do Império Romano até o Renascimento, mal se observam mudanças na cultura da aprendizagem. Já na Idade Média aapropriação de todas as formas do saber por parte da Igreja faz com que a aprendizagem da leitura e da escrita reduza ainda mais seu foco onde o único conhecimento verdadeiro é o religioso ou aqueleaprovado pela Igreja.
A perda progressiva de controle da Igreja sobre o conhecimento , unida ao impulso que o Renascimento significou para o saber científico, promoveu uma progressiva descentração doconhecimento, processo se completa com uma relativização progressiva de nossos modos de pensar, que não só se multiplicam, como também se dividem. Perdeu-se esse centro que constituía a certeza de...
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