A neurociencia e a aprendizagem

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  • Publicado : 24 de julho de 2012
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A Neurociência e a Aprendizagem
Trabalho do Curso de Neuroaprendizagem, Transtornos do Aprender e Psicanálise
A NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO
Santos, Selma Cristina de Santana
Sonego, Dayse Fonseca


A neurociência tem surgido nas duas últimas décadas como um campo de conhecimento que integra diversas áreas relacionadas aos processos pelos quais o cérebro processa, retém e evoca informações,modificando em seguida o repertório comportamental do indivíduo.
O cérebro, como sabemos, é a parte mais importante do nosso sistema nervoso, pois é através dele que tomamos consciência das informações que chegam pelos órgãos dos sentidos e processamos essas informações, comparando-as com nossas vivências e expectativas. É dele também que emanam as respostas voluntárias ou involuntárias, quefazem com que corpo, eventualmente, atue sobre o ambiente.
Hipócrate, considerado pai da medicina, já afirmava, há cerca de 2.300 anos , que é através do cérebro que sentimos tristeza ou alegria, e é também por meio de seu funcionamento que somos capazes de aprender ou de modificar nosso comportamento à medida que vivemos. Da mesma forma, os processos mentais, como pensamento, a atenção ou acapacidade de julgamento, são frutos do funcionamento cerebral.
Freud demonstrava interesse pelas conexões da psicanálise e a educação (FREUD, 1932). A partir de então, a educação e a psicanalise percorreram um complexo caminho, entrelaçando seus saberes sobre o funcionamento do ser humano, mesmos diante da resistência de alguns. Esse entrelaçar permitiu o levantamento de questões relacionadas aodesenvolvimento humano, relação de transferência aluno-professor, ao prazer em aprender, a terapia da Educação, à linguagem, etc.
Os estudos do século XXI concluíram que é plausível considerarmos que existe uma relação muito estreita entre neurociências (psicanálise) e educação, já que as primeiras estudam as bases neurais de todos os processos cognitivos supracitados. Essa interação parece sermuito promissora e natural, pois poderia fornecer aos pesquisadores em neurociências novas hipóteses testáveis sobre cognição, ao passo que os dados obtidos pela pesquisa neurocientífica poderiam complementar as discussões sobre práticas de ensino, currículo escolar, interação professor-aluno, de¬ficiências de aprendizado, entre outros.
A aprendizagem e a educação estão intimamente ligadas aodesenvolvimento do cérebro, o qual é moldável aos estímulos do ambiente. Os estímulos do ambiente levam os neurônios a formar novas sinapses. Assim, a aprendizagem é o processo pelo qual o cérebro reage aos estímulos do ambiente, ativando sinapses, tornando-as mais “intensas”. Como consequência, estas se constituem em circuitos que processam as informações, com capacidade de armazenamento molecular.A neurociência investiga o processo de como o cérebro aprende e lembra, desde o nível molecular e celular até as áreas corticais. A formação de padrões de atividade neural considera-se que corresponda a determinados “estados e representações mentais” .

Investigações focalizadas no cérebro averiguando aspectos de atenção, memória, linguagem, leitura, matemática, sono e emoção e cognição,estão trazendo valiosas contribuições para a educação.

Pesquisadores em educação têm uma postura otimista de que as descobertas em neurociências contribuam para a teoria e práticas educacionais. Destarte, uma avalanche de artigos leigos em jornais diários e revistas de divulgação e mesmo periódicos científicos, têm exagerando os benefícios desta contribuição, variando daqueles totalmenteespeculativos àqueles incompreensíveis e esotéricos. Exemplos incluem empreendimentos para desenvolver currículo sob medida, para atender fraqueza/excelência daqueles alunos que usam preferencialmente um dos hemisférios. Este “neuromito” é uma informação infundada do que a neurociência pode oferecer à educação

Bruer (2002) o qual argumenta que a neurociência possivelmente nunca contribuirá para a...
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