A morte

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  • Publicado : 23 de março de 2011
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Trabalho de Filosofia – A Morte

Introdução
A morte é o génio inspirador, a musa da filosofia, sem ela provavelmente a humanidade não teria filosofado.
Desde os primórdios da civilização, a morte é considerada um aspecto que fascina e, ao mesmo tempo, aterroriza a humanidade. A morte e os supostos eventos que a sucedem são, historicamente, fonte de inspiração para doutrinas filosóficas ereligiosas, bem como uma inesgotável fonte de temores, angústias e ansiedades para os seres humanos.
Falar sobre morte, provoca um certo desconforto, pois damos de caras com uma finitude, o inevitável, a certeza de que um dia a vida chega ao fim.
A Morte Nas Diferentes Sociedades
A morte não se refere apenas ao envelhecimento contínuo, às doenças constantes, á perda de forças... ela refere-setambém a um outro mundo, aterrador “ aquele da confusão, do caos, onde não existe mais nada nem ninguém.”
Nas principais civilizações da antiguidade, eram muitas as diferenças que existiam sobre o significado ético – religioso da morte, mas em todas as civilizações existe uma semelhança: a morte é um lugar inacessível para os vivos.
Todos nós possuímos uma herança cultural que define a nossa visão damorte, as nossas interpretações actuais sobre a morte, constituem parte da herança que as gerações anteriores, as antigas culturas, nos deixaram.
A visão da morte ao longo do tempo, e a construção da sua própria identidade colectiva constitui um dos elementos mais relevantes para a formação de uma tradição cultural comum.
Iremos de seguida, mostrar os rituais de sepultamento dos corpos dosdefuntos – inumação – praticados por sociedades antigas.

Sociedade da antiga Mesopotâmia
Os povos mesopotâmios tinham por costume enterrar os corpos dos mortos da maneira mais escrupulosa, sendo o cadáver cuidadosamente acompanhado de todas as marcas da sua identidade pessoal e familiar, como os seus pertences, objectos de uso, roupa e até mesmo as suas comidas predilectas.
Era tido muito cuidado,para que nada faltasse na travessia, nada perturbasse, ou violasse, o espaço sagrado do túmulo, antes de ser enterrado era escolhido o local, tendo em conta a pertença do morto a uma determinada família ou importância Social. Situados junto às cidades, os cemitérios a elas pertenciam de modo essencial, marcando uma espécie de margem entre os limites do mundo dos vivos e o mundo dos mortos.Sociedade Hindu
Na sociedade hindu, era praticada a incineração crematória.
O cadáver não era conservado com as marcas da sua identidade, personalidade e inserção social, mas completamente consumido pelo fogo, destruído até às cinzas, que eram lançadas ao vento, ou nas águas dos rios, sendo o morto privado de todos os seus traços identitários. Sendo tratado como vítima de um sacrifício, a destruiçãodo cadáver marcava a Destruição integral da sua existência, Ficando livre de todos os seus pecados.
Nesta sociedade a morte era interpretada como a via de acesso ao Absoluto, ao Eterno, e à paz originária:
As comunidades hindus não procuravam a sua permanência na terra.
A lenda desta sociedade, diz que quando a “mãe terra” se encontrava sobrecarregada de pessoas vivas, apelava ao deus Brahma,que enviava a “mulher de vermelho” (que representa a morte, na mitologia ocidental) para levar pessoas, aliviando assim, os recursos naturais e a sobrecarga populacional da “mãe-terra”.
Sociedade Grega
Os antigos gregos praticavam o mesmo gesto cultural – a incineração – com um sentido completamente diferente da cremação entre os hindus. No caso dos gregos, as cinzas não eram lançadas aoanonimato dos ventos, mas cuidadosamente guardadas em memória dos mortos, como os hindus, os antigos gregos cremavam os corpos dos mortos, como sacrifício de tudo o que era mortal e findável, para preparar a passagem dos mortos para uma outra condição de existência, a condição social de mortos.
No entanto, em sentido totalmente oposto ao dos hindus, o sacrifício não tinha a intenção de apagar por...
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