A morte no hospital

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  • Publicado : 16 de novembro de 2012
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INTRODUÇÃO
Este trabalho trata-se de uma análise feita sobre a relação da criança e a morte com o objetivo de destacar a importância dos pais e de um psicólogo nesse processo de entendimento e aceitação como algo natural do ser humano.
A morte é algo desconhecido e que nos inquieta. Ao pensar na morte o ser humano normalmente é tomado por sentimentos e reflexões. O medo diante desta nospossibilita ter consciência de nossas perdas e aceitação do nosso próprio fim, tornando-nos capazes de lidar com o processo de morrer e o momento da morte.
Não é fácil até mesmo para um adulto pensar na morte, já se tratando de crianças o assunto é bem mais complexo, pois o fato de tentar poupá-la pode muitas vezes confundi-la e até causar sofrimentos e criar dificuldades para lidar com a perda.
Éimportante não subjugar as crianças e tratar do assunto com naturalidade sem que seja necessário o uso de criação de histórias ou termos para explicação.
É difícil lidar com a criança que está hospitalizada em fase terminal e que vive com sentimento de pré-morte além de seu medo, desconhecimento, frustração e muitas vezes, culpa. Em virtude disso, torna-se necessário o apoio familiar e a atenção deum psicólogo.
A família é essencial no processo de hospitalização e tratamento da doença e também necessita estar preparada psicologicamente para enfrentar essa nova situação. A atuação do psicólogo é de fundamental importância para assegurar tranqüilidade, conforto e apoio tanto para essa família quanto para o doente e a equipe de saúde que o assiste.
Através deste trabalho procura-se estudar eobservar o comportamento de crianças frente à morte bem como os de seus familiares e profissionais, analisando a maneira como cada um reage e se preparam para o processo de morrer.
A MORTE
A morte tem tido diferentes concepções a cada época, sendo assim, os medos e angústias referentes a ela vêm mudando também. Kovács afirma ao citar Philippe Áries:
“A morte era esperada no leito, numa espéciede cerimônia pública organizada pelo próprio moribundo. Todos podiam entrar no quarto, parentes, amigos, vizinhos, e, inclusive, as crianças. Os rituais de morte eram cumpridos com manifestações de tristeza e dor, que eram aceitas pelos membros daquela comunidade. O maior temor era morrer repentinamente e sem as homenagens cabidas.” (1977, p. 67).
Era um evento a ser compartilhado e havia umafamiliaridade com a finitude,embora essa mesma ainda fosse acompanhada do medo dos mortos.
Fazendo um apanhado do “morrer” atual pode-se verificar a inversão de valores que ocorreu desde então. Kovács (1992, p.47) cita:
O século XX traz a morte que se esconde a morte vergonhosa, como fora o sexo na era vitoriana.
A morte não pertence mais à pessoa, tira-se sua responsabilidade e depois suaconsciência. A sociedade atual expulsou a morte para proteger a vida. Não há mais sinais de que uma morte ocorreu. O grande valor do século é o de dar a impressão que “nada mudou”, a morte não
deve ser percebida. A morte boa atual é a que era mais temida na Antiguidade, a morte repentina, não percebida. A morte “boa” é aquela que não se sabe se o sujeito morreu ou não.
Falar sobre a morte causadesconforto a muitas pessoas provavelmente por não termos controle algum sobre ela. Não se sabe quando, como ocorrerá e o que existe após a morte. Portanto quando um filho questiona seus pais ou quando acontece alguma morte na família, algumas perguntas costumam vir à tona. Como tratar desse assunto?
KÜBLER-ROSS diz que: “... A morte se revela a nós a todo instante e em todas as circunstâncias, pois oseu registro está em nossas células, em nossas emoções, em nosso racional. "Nós podemos até retardá-la, mas não podemos escapar dela". Segundo o autor, a morte é inevitável e está presente em nosso cotidiano e nas situações onde menos esperamos.
Na realidade a morte ainda é um grande mistério para o homem e este tem criado formas de reduzir sua angústia e medo diante de tal situação. Muitas...
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