A metodologia da falta do que fazer

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  • Publicado : 31 de março de 2012
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Defasagem no uso dos preservativos: uma crise da área de saúde

Equipe Editorial Bibliomed
No mundo todo, o uso estimado é de 6 a 9 bilhões de preservativos por ano. Mas, para proteger completamente contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), estima-se que o uso deveria ser de 24 bilhões, ou seja, mais 15 bilhões de preservativos. A redução desta defasagem entre ouso e anecessidade dos preservativos constitui um enorme desafio à saúde pública.
Qualquer pessoa sexualmente ativa—casada ou não—deve usar preservativos para evitar as ISTs, a menos que a pessoa e seu parceiro(a) sexual não estejam infectados e que ambos não tenham outros parceiros. Ao mesmo tempo, o preservativo é também um método anticoncepcional eficaz, do qual muitos casais dependem para evitar a gravidez. Anecessidade de preservativos é cada vez mais urgente, tendo em vista a rápida disseminação da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), causada pelo vírus HIV. Esta doença está entre as 10 maiores causas de morte no mundo e poderá, brevemente, estar entre as 5 maiores. Em 1998, cerca de 2,5 milhões de pessoas morreram de causas relacionadas à AIDS, estimando-se que 5,8 milhões—cerca de16.000 por dia—foram infectadas pelo HIV nesse ano (266).(Para maiores informações sobre HIV/AIDS e outras ISTs, veja oquadro 1.)
Não existe uma vacina contra a AIDS e, embora os tratamentos estejam melhorando, não existe cura. Por enquanto e no futuro previsível, o único caminho para controlara disseminação da AIDS é a mudança de comportamento, inclusive o incentivo do uso de preservativos em grandeescala (24, 269, 280, 491, 587).
Para reduzir a defasagem do uso dos preservativos, é preciso fazer uma abordagem estratégica e bem coordenada. Todos devem contribuir—governos nacionais, agências e entidades doadoras internacionais, organizações não governamentais (ONGs), programas de marketing social, serviços privados de saúde, educadores e comunicadores, além do setor comercial. Se o uso dospreservativos no mundo aumentasse de forma correspondente à sua real necessidade, milhões devidas seriam salvas, outros milhões evitariam o sofrimento e reduzir-se-iam os enormes custos médicos e as conseqüências econômicas e sociais da doença e morte.
Uso dos preservativos
Qual é o nível atual de uso de preservativos? Pesquisas recentes relacionadas com a incidência de HIV/AIDS sugerem que o usodos preservativos tem aumentado e chega a níveis substanciais entre homens e mulheres solteiros. Pesquisas feitas sobre as práticas anticoncepcionais de casais indicam baixos níveis e pouco aumento do uso de preservativos nos últimos anos.
É difícil estimar o uso dos preservativos. As pesquisas de comportamentos adotados para enfrentar a AIDS produzem dados sobre o uso de preservativos que sãodiferentes dos produzidos pelas pesquisas de planejamento familiar. A estimativa de 6 a 9 bilhões de preservativos usados anualmente no mundo é baseada parcialmente nas pesquisas de uso real e assume que 10% a 20% dos 8 a 10 bilhões de preservativos produzidos anualmente nunca serão usados.
Uso dentro do casamento:
Estima-se que 44 milhões de casaisusam preservativos para o planejamento familiar(ver a Tabela1). Estes 44 milhões representam 4% de todos os casais cujamulher está em idade reprodutiva e em torno de 7% dos casais que usam algum método de planejamento familiar. Estaestimativa é baseada em pesquisas com mulheres em idadereprodutiva.
No mundo inteiro, os preservativos estão quase no últimolugar da preferência dos casais como método de planejamento familiar. Praticamente omesmo número de casais preferem a vasectomia. Somente os métodos de barreira femininos, os espermicidas e os injetáveis são usados por um número menor de casais (544). Quase um quinto de todos os casais do mundo que usam preservativos estão no Japão, onde 46% de todos os casais, ou 78% dos casais que fazem planejamento familiar, utilizam preservativos (544).
Nos países desenvolvidos, a prevalência...
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