A menina do mar

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  • Publicado : 15 de abril de 2012
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A menina do mar

Era uma vez uma casa branca nas dunas, onde morava um menino que passava os dias inteiros a brincar na praia. Ele adorava as rochas, as poças, as algas...
Um dia estava deitado numa rocha a apanhar sol, quando ouviu umas gargalhadas estranhas. Devagarinho espreitou e viu um grande polvo, um caranguejo, um peixe e uma menina muito pequenina, todos a rir. A menina saiu da águae começou a dançar. Quando acabou foram-se todos embora e entraram numa gruta. O rapaz não pode entrar pois não cabia. No dia seguinte foi para o mesmo sítio e lá estavam eles a fazer uma roda. Ele saltou e agarrou a menina, que pediu ajuda aos amigos e ficou muito aflita. O menino disse:
- Não grites, eu não te faço mal. Depois de ela se acalmar foram sentar-se numa rocha e ele pediu para elacontar quem era e como vivia. E ela contou, que era uma menina do mar, e falou dos seus amigos e dos lugares no fundo do mar. No fim ele levou-a para o mesmo sítio onde a tinha agarrado e onde os seus amigos a esperavam. Combinaram encontrar-se no dia seguinte, no mesmo sítio e ela pediu para ele lhe trazer qualquer coisa da terra.
No dia seguinte ele foi ter com ela e levou-lhe uma rosa encarnadae perfumada
É linda – disse ela. - Cheira-a – disse ele. - Que perfume maravilhoso, no fundo do mar não há perfume. E ficou um pouco triste.
Novo dia e lá foi o menino para o sitio do costume. Desta vez levou uma caixa de fósforos que deu á menina. Acendeu um e mostrou-lhe o fogo. Ela adorou – “é um sol pequenino” disse ela. E nessa tarde ele contou como era a sua casa, o seu jardim, ascidades, os campos e muitas coisas mais.
Ele queria levá-la e mostrar-lhe as coisas da terra, ela queria levá-lo e mostrar-lhe o fundo do mar, mas era impossível. No dia seguinte ele levou vinho.
Explicou donde vinha, e que tinha sabor, a menina bebeu e riu-se. Achou o vinho alegre. E ficou triste por não poder ir ver mais coisas da terra. Mas o menino teve a ideia de trazer um balde, encher com água eassim poder passeá-la pela terra. Ficou combinado que no dia seguinte era isso que fariam.
Na manhã seguinte ele chegou com o balde pronto para partir. Mas a menina chorava, pois os búzios tinham contado á Raia a ideia e ela ficou furiosa e
mandou os polvos para não deixarem a menina ir.
- Não faz mal, salta para o balde que eu corro, e eles não me apanham – disse o menino, e pegou nela epô-la no balde. Nesse momento surgiram polvos de todos os lados. Estava cercado e não podia fugir. Eles agarraram-no pelo pescoço e ele desmaiou. Quando acordou, a praia estava deserta, levantou-se e foi para casa devagar. Passaram muitos dias, e o menino voltava muitas vezes á praia mas nunca mais viu a menina. Até que veio o Inverno, e ele sentado numa rocha viu uma gaivota que trazia uma coisa nobico. Ela deixou cair aos pés dele um frasco, com uma água muito clara e luminosa. Disse-lhe que era a menina do mar que lha enviava, pois tinha muitas saudades, se ele bebe-se a água do frasco poderia respirar debaixo de água e ir ter com ela. E ele bebeu. A gaivota disse-lhe ainda que um golfinho o esperava para o levar. Agarrou-se ao golfinho e foi pelo mar fora. Nadaram muitos dias e muitasnoites, e chegaram a uma ilha rodeada de corais, o golfinho levou-o até uma gruta e disse que a menina estava lá dentro.
O rapaz entrou e encontrou a menina e os seus amigos a brincar. Abraçaram-se, riram, e dançaram. Estavam muito contentes.

No moinho (Conto), de Eça de Queirós
Com enredo muito parecido com o de O primo Basílio, em uma linha acentuadamente naturalista, o conto No Moinho tem umproblema relativo à construção da protagonista. A falta de coerência marca a trajectória que vai da “senhora modelo”, que vive para cuidar do marido inválido e dos filhos doentes, à mulher promíscua, que pensa em apressar a morte do marido e deixa os filhos sujos e sem comida até tarde. Toda esta transformação de carácter provocada pelo simples beijo de um primo.

Apesar da variedade temática,...
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