A medida humana

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  • Publicado : 19 de março de 2013
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Centro Universitário – Católica de Santa Catarina
Curso: Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Teoria da Arquitetura
Acadêmica: Elaine Cristina de Carvalho
Turma: A/A

Resumo Descritivo

Joinville
2013
A Medida Humana

A unidade da ideia se perde, na medida em que os problemas são divididos em pequenos detalhes. A arquitetura era baseada na medida humana, este era o ponto de partida e um princípiovital. Se este princípio fosse ultrapassado, era por mera variabilidade das “unidades de medida”. O rompimento com a escala humana, geralmente ocorria nas arquiteturas com ideias políticas ou ligadas a “divinização” do homem. O homem de hoje, não é mais um ser isolado, mas membro consciente da sociedade.
Fran Giocondo, o neo-platônico Francesco di Giorgio, Leonardo, inscreviam a figura humana emseus círculos, quadrados, triângulos, o que indica que uma teoria e uma harmonia da Arquitetura deveriam exprimir à média “medida-humana-edifício”. Um exemplo de monumento que não leva em consideração o morador e suas exigências é uma planta de Palladio. A escala humana partia do exterior, da aparência, e não do organismo. Atualmente, mede-se a arquitetura a partir da consideração do homem,colocando em destaque, as reais necessidades do homem, seu conforto, seu prazer material e espiritual.
O arquiteto é chamado a realizar novos, outros, valores, que não correspondem tanto a determinadas ideologias, mas a certas necessidades, implicitamente estéticas. As necessidades do homem mudaram. O homem, segundo o conhecido conceito de Le Corbusier, come, bebe, dorme, trabalha e vive de uma maneiraque é diversa da de ontem.
Antigamente, era fácil estabelecer uma teoria, pois a arquitetura era baseada em um plano simétrico bilateral, este fato facilitava tanto o aparato externo como a própria distribuição interna dos espaços.
Hoje em dia o gosto do simétrico vitruviano, assim como toda teoria de uma medida humana relacionada com o homem físico e não com o homem moral, tornou-se apenas umaetapa do pensamento humano. O modo de pensar ou mesmo de “arquitetar”, é totalmente nova e renovada, de forma que a arquitetura de hoje, é baseada sobre o sistema métrico decimal.
Viollet-le-Duc, insiste na ideia que a simetria e a construção fora da escala humana, ainda estão presentes na arquitetura. Esta ideia gera conflito, pois segundo a secção áurea, preconizada por Pacioli, o espíritorenascentista e a descoberta do mundo “geométrico” estão relacionados com a perfeição dos pintores que haviam se distinguido na perspectiva e não com a Arquitetura. Com essas interpretações e deduções à proporcionalidade, até mesmo Le Corbusier e ao seu Modulor (posto em prática por um matemático), afirma que a geometria e os números estão interligados, sendo o verdadeiro propósito de nossas vidas.Segundo ele, as combinações surgem de um modo cabalístico, pois as propriedades dos números são um verdadeiro mistério. Assim como a música, o número de vibrações determinam os acordes, por pura magia. As suposições devem ser deixadas de lado, pois é impossível criar uma regra geral.
O que é bem verdade e concluía Le Corbusier: “A proporção é infinita”.

O corpo do renascimento

Introdução
ORenascimento não possui uma ideia homogenia ou única. São várias e nos dedicaremos em: Alberti, Leonardo, Michelangelo e Donatello. Os autores representavam o corpo humano, revelando como o homem viu a si e ao mundo que o cercava.

A representação do corpo no medievo
A representação do corpo na Idade Média era esquemático e abstrato. O que se tinha em vista não era propriamente a realidade do corpo, mas suaacomodação dentro de grades e proporções figurativas e simbólicas. O corpo serve como alegoria do divino e caminho para o seu conhecimento, conduz-nos da ordem terrena para a ordem celeste. Seus corpos são representados dentro de uma visão teocêntrica, através da qual o artista pretende se fundir com o divino.
“O verdadeiro ser sujeito do pensar não é o indivíduo, mas um ser inteiramente...
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