A mafia das ambulancias

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  • Publicado : 13 de outubro de 2012
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A MÁFIA DAS AMBULÂNCIAS E A FRAGILIDADE DAS LEIS
























RESUMO:

Este artigo tem por escopo expor e debater as sucessivas ocorrências de práticas corruptas no Brasil, em contraponto à indisfarçável ineficácia dos organismos de controles criados com objetivos de combatê-las. Com ênfase ao caso da venda irregular e superfaturado de ambulânciase equipamentos da área da saúde. Conhecido popularmente como “Máfia das Ambulâncias”. Ao analisar esse caso especifico e a impunidade dos envolvidos, pretende expor uma realidade nefasta que advêm deste os tempos do Brasil Imperial, a fragilidade da Lei. Na iniciativa privada podem-se observar os constantes esforços com vistas ao desenvolvimento de novas técnicas e fortalecimento dos meios decombate a desvios de qualquer natureza, enquanto que na administração pública chama atenção sobre tudo o excesso de burocracia em suas rotinas e o foco nos aspectos de ordem formal, sem a necessária preocupação em compreender as diversas formas de ações ilegais que permeiam o setor público, consagrando, por conseqüência, a inércia, em contraponto aos imprescindíveis avanços de ordem gerencial,resultando na reconhecida ineficácia quanto aos seus propósitos, apesar do aparato burocrático e dispendioso ali existente. Práticas ilícitas estas que sempre foram usadas por quem esteve no controle, seja em governos autoritários ou democráticos, desvios esses que já se encontravam no antiguíssimo Código de Hamurábi e também no antigo testamento bíblico. Essas práticas inescrupulosas são inerentes docaráter humano, mas só tornaram latentes e conhecidas de forma pública graças era da informação, caso especifico do jornalismo televisivo que fazem divulgação de maneira sensacionalista.


Palavras-Chave: corrupção; subtefúrgius; impunidade; políticos; máfia das ambulâncias,











1. INTRODUÇÃO


A convicção de que a consolidação do regime democráticopressupõe, dentre outras condições, o fortalecimento dos padrões éticos e morais da sociedade, aliada ao sentimento de que a avalanche de denuncias e caso comprovados de corrupção no Brasil, em todos os poderes da República, atinge limites que podem ameaçar- já que contribui para a deterioração das estruturas sociais, econômicos e morais- a incipiente democracia brasileira, incentivou-nos aodesenvolvimento de pesquisas voltadas para uma análise mais aprofundada desse perverso fenômeno, bem como das relações com o controle administrativo público vigente no país, ao longo dos tempos.
“A máfia das ambulâncias” foi o principal assunto exposto pela imprensa nacional em todos os meios de informação brasileira, pois esta quadrilha tinha ramificações em vários estados e cidades da federação, dandoaos cofres públicos prejuízos absurdos e sustentando uma gama enorme de políticos, empresários, funcionários públicos e pasmem ate ex-ministros, gente de confiança do governo federal.
Há várias maneiras para manifestar a corrupção, uma se sobressai por sua magnitude e efeitos sobre a economia: aquela que afeta as licitações publicas. Em qualquer nação do planeta, os governos são osmaiores consumidores de bens e serviços e é através de licitações que se concretiza o fomento a setores econômicos escolhidos como prioritários.
Na opinião do renomado filósofo Claudio Weber Abramo subtende-se que:


Uma licitação coloca de um lado da mesa políticos e/ou funcionários públicos e, do outro, fornecedores que disputam entre si o direito de fornecer o bem ouserviço pretendido. Para o autor, o modo como essa interação é regulada é o fator determinante para a maior ou menor vulnerabilidade da sociedade à corrupção nesse terreno. (2002, p. 106)


Em meio a tantas e tão complexas exigências da burocracia licitatórias, as pessoas preferem contorná-las mediante algum artifício. Em um único processo há várias possibilidades e incentivos à...
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