A língua

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Caetano começa a canção mostrando que a sua língua é parecida com a de Camões. Depois cita as diferenças prosódicas que existem entre as duas línguas e diz que gosta dessas diferenças. Enfatiza a riqueza da língua na frase “Gosto de ser e de estar”, pois pouquíssimas línguas têm essa diferenciação do verbo ser e do verbo estar.
Em um segundo momento, encontra-se referência a Fernando Pessoa, um grande poeta português, e a João Guimarães Rosa, um grande prosador brasileiro. Em seguida compara-se a prosa com a poesia e chega-se a conclusão de que a prosa é superior, logo Rosa é superior, destacando-se mais uma vez a valorização da língua falada no Brasil.
Quando se fala “e deixa os portugais morrerem à míngua; minha pátria é minha língua” são referências a um texto de Pessoa (Livro do Desassossego, por Bernardo Soares)
A expressão Flor do Lácio faz referência ao poema ‘Língua Portuguesa’ de Olavo Bilac. Flor do Lácio seria o latim, língua que originou a língua portuguesa.
A Mangueira é uma escola de Samba e o Sambódromo é onde as escolas desfilam, ambos são parte marcante da nossa cultura.
No trecho: “Vamos atentar para a sintaxe paulista E o falso inglês relax dos surfistas Sejamos imperialistas”; Tem-se uma crítica ao estrangeirismo, e o cantor chama os brasileiros para ficarem atentos e serem imperialistas, ou seja, não se deixarem dominar.
Além das críticas a respeito dos brasileiros estarem atentos à língua, Caetano também pede para as pessoas terem cautela ao que escutam na TV, para serem críticos, não se deixarem levar por opiniões prontas. Para isso o cantor pede para sermos o lobo do lobo do homem. Alusão à frase em latim Homo homini lúpus consagrada por Thomas Hobbes que quer dizer: “o homem é o lobo do homem”.
A seguir Caetano ironiza o filósofo Heidegger, que é conhecido pela afirmação que só é possível filosofar em grego ou alemão. Voltando ao verso “Gosto de ser e estar” onde se destacou que poucas línguas diferenciam esses dois verbos, no

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