A literatura portuguesa contemporânea:a personagem lídia nas odes de ricardo reis, uma análise da voz feminina na obra de fernando pessoa

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  • Publicado : 4 de outubro de 2011
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A Literatura Portuguesa Contemporânea:a Personagem Lídia Nas Odes De Ricardo Reis, Uma Análise Da Voz Feminina Na Obra De Fernando Pessoa
INTRODUÇÃO
A ESTÉTICA MODERNISTA
O movimento Modernista Correspondeu às várias tendências das vanguardas européias do início do século XX. Responsável por uma verdadeira inundação de manifestos durante e depois da I Guerra Mundial. Representando reaçõescontra o passado desde a tradição, à estética e ao academismo.
Seguindo essa mesma tendência, em Portugal o termo designa o movimento artístico-literário, contra o Romantismo remanescente e toda a estética tradicional.
Sendo assim pode - se dizer que estética Modernista era não ter estética.
JUSTIFICATIVA
Este trabalho é uma abordagem analítica da poesia heterônima de Fernando pessoa, ícone daliteratura Modernista portuguesa. a leitura busca analisar a significação da personagem Lídia, presente nas “Odes” de Ricardo Reis, dentro do contexto modernista, o neoclassismo e a inter-relação entre Reis e pessoa.
A realização dessa pesquisa foi motivada pela persistência do nome Lídia nas Odes de Ricardo reis, o que despertou curiosidade em instigar tal predominância. saber quem é Lídia bemcomo, sua significação na linguagem pessoana.
A pesquisa tem como suportes teóricos da Literatura Modernista portuguesa de Maussad, em críticos literários como Camocardi e Perrone-Moisés, uma vez que utilizamos para a realização da mesma. Usamos ainda sites on-line a fim de enriquecer a pesquisa.
Em suma: levar-se-á em consideração o contexto histórico, as personas de Fernando Pessoa, em especial oheterônimo de Ricardo Reis para fundamentar este artigo.
CONTEXTO HISTÒRICO DO MODERNISMO PORTUGUÊS
A morte do rei Carlos X, em 1910, lançou em Portugal um período de grande instabilidade política, culminando na proclamação de república.
O panorama da instabilidade interna e as conseqüências da I guerra Mundial fez com que o povo português se manifestasse de modo acentuado ao saudosismo dasglórias portuguesa nas viagens ultramarinas de outrora.
Essas lembranças serviram de berço para a criação da revista Orfheu, Entre eles, estava Fernando Pessoa, escritor que mais tarde passou a ser considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa ao lado de Camões e Antero de Quentel.
O lançamento da revista marca o início do Modernismo português em 1915.
FERNANDO PESSOA: UMA PESSOAENIGMÁTICA
Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu no dia 13 de julho de 1888, na cidade de Lisboa. Data que lhe serviu de homenagem ao santo padroeiro da cidade, o seu segundo nome.
Levou uma vida solitária e morreu em 1935 de cirrose hepática aos 47 anos. Poucas vezes deixou a cidade em adulto, mas passou nove anos da sua infância em Durban, na colônia britânica da África do Sul, onde o seu padrasto erao cônsul Português. Pessoa, que tinha cinco anos quando o seu pai morreu de tuberculose, tornou-se num rapaz tímido e cheio de imaginação, e num estudante brilhante.
Teve uma vida discreta, em que atuou em diversas atividades, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos. A figura complexa em que se tornou movimenta grande parte dosestudos sobre sua vida e obra, além do fato de ser o maior autor da heteronímia.
A riquesa da sua obra só é reconhecida pelos críticos postumamente, pois publicou em vida apenas “Mensagem”, poema que faz uma releitura do destino português nos feitos de outrora.
Quando se estuda sua obra, é necessário fazer uma distinção entre os poemas que assinou com seu verdadeiro nome e todos os outros,atribuídos a diferentes heterônimos, dentre os quais destacam-se Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.
A POESIA HETERÔNIMA: O DRAMA EM PESSOA
O fenômeno da heteronímia persegue Fernando Pessoa durante sua vida, desde o desdobramento do eu e as múltiplas identidades. Como diz Massaud Moisés:
“Através desse processo, o poeta se habilita a ver o mundo como outros indivíduos o vêem,...
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