A linguagem

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  • Publicado : 11 de dezembro de 2012
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Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Disciplina: Linguística II Professor: Clemilton Lopes
Aluno: Talles Atyhê Semestre letivo: 2012.1

As reflexões sobre linguagem surgiram na Grécia, originando-se em Platão e Aristóteles, no século V a. C. Esses dois grandes filósofos deram início a um longo percurso de estudos da linguagem que contribuíram para a constituição dagramática tradicional.
O percurso que se inicia no ocidente greco-latino-cristão traz em sua ideologia o pensar sobre o mundo, com a contribuição da filosofia platônica, da sofística e aristotélica sobre a linguagem.
Para os sofistas, o falar era uma propriedade do indivíduo – falar é ser livre, o poder persuasivo da palavra – para Platão o discurso coincide com o ser e não com cadaindivíduo.
Essa colocação sobre ideologia sofística e platônica é fruto da ideologia dos seus analistas, podendo, evidentemente, serem aceitas ou discutidas e refutadas.
Os embates entre sofistas e Platão revelavam abordagens díspares. Para Platão, por exemplo, a denominação é a questão central da linguagem, abordagem filosófica que fundamenta uma lexicologia-semântica e não uma sintaxe, alémde conceber a linguagem como representação do pensamento, ao fazer uma distinção entre substantivo e verbo. Já para os sofistas o centro do problema não é a denominação, mas a justa posição, a predicação, função lógico-sintática.
Foi nesse âmbito que a retórica ganhou notoriedade, a partir da associação que os sofistas fizeram entre denominação com o falar a verdade, discurso que se cumprepela sua eficácia, revelando assim os traços retóricos do discurso.
Originalmente, a gramática tradicional em questão estabeleceu primazia de um determinado modelo padrão de língua, considerado elitizado, ou seja, a língua dos grandes escritores, dos poetas e dos prosadores. Isso refletia a importância do discurso retórico.
Na abordagem aristotélica podemos destacar como se estabeleceu atradição gramatical. Além dele ter acrescido ao nome e ao verbo uma classe nova, a das conjunções ( o que não era nem nome nem verbo ), determinou uma série de distinções que perduram até hoje, chamadas de categorias aristotélicas. Define também a proposição, que afirma ou nega um predicado ao sujeito, ou diz se o sujeito existe ou não.
Essas dez categorias aristotélicas se referiam aossubstantivos, aos adjetivos, aos advérbios e verbos.
Dentre os filósofos gregos, os estóicos fundamentaram a gramática tradicional, a partir do que chamaram etimologia. Eles refletiram não só sobre a origem filosófica da linguagem, mas também das regularidades da língua.
Continuando na Grécia, vale destacar a contribuição de alguns gramáticos gregos, como Dionísio da Trácia e Apolônio Díscolo.É com o primeiro que se tem a primeira descrição ampla e sistemática de
uma língua: o grego da Ática, ou grego ático.
Para Dionísio, a gramática é arte de escrever ( arte entendida como conjunto de preceitos necessários à realização de uma determinada atividade ), já disciplina isolada da lógica e da filosofia e do saber empírico dos poetas e prosadores.
A tradição lexicológica gregaestabelece as partes do discurso em oito: nome, verbo, particípio, artigo, pronome, preposição, advérbio, conjunção. Não abriga a sintaxe, apenas a fonética e a morfologia.
Foi o Apolônio quem elaborou a primeira sintaxe ao estudar a língua grega, sendo um estudo mais filosófico que lingüístico.

Da Grécia para Roma.
Em Roma, podemos destacar os gramáticos: Varrão, Quintiliano, Donato ePrisciano.
A grande contribuição de Varrão( I a. C.) está em aplicar a gramática grega ao latim.
Herdando a ideologia dos gramáticos da escola alexandrina, Varrão propõe o estudo do latim clássico padrão e concebe a gramática como “a arte de escrever e falar corretamente e de compreender os poetas”. Divide-se sua obra, De língua latina, em etimologia, morfologia e sintaxe, que não...
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