A LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS

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A LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS




RESUMO: Esta pesquisa como objetivo refletir sobre a leitura nas séries iniciais, apresentando-a como instrumento que auxilia no desenvolvimento da capacidade leitora e escritora da criança. Reconhecer a importância da leitura e incentivar a formação do hábito de ler na idade em que todos os hábitos se formam, é um dos principais objetivos desta pesquisa. Ametodologia utilizada foi bibliográfica com uma abordagem qualitativa. Após estudo pode-se concluir que a leitura é imprescindível para a aprendizagem eficaz da escrita, bem como a formação leitores críticos e participativos na sociedade.

Palavras chaves: Leitura. Escrita. Alfabetização.



1 INTRODUÇÃO

Um dos múltiplos desafios a ser enfrentado pela escola é o de fazer com que osalunos aprendam a ler corretamente. Isto é lógico, pois a aquisição da leitura é imprescindível para agir com autonomia nas sociedades letradas, e ela provoca uma desvantagem profunda nas pessoas que não conseguiram realizar essa aprendizagem. (SOLÉ, 1998, p32).
Pode-se pensar que atualmente, quando o sistema educacional é acessível para todos os cidadãos, não caberia falar de situações deanalfabetismo maciço, como podia ocorrer a algumas décadas. Entretanto, os dados estatísticos afirmam que isso ainda ocorre.
A preocupação que estas estatísticas podem provocar agrava-se ainda mais quando se acrescenta a elas os dados relativos aos números de analfabetos funcionais, pessoas que, apesar de terem frequentado a escola e tendo aprendido a ler e a escrever, não podem utilizar de formaautônoma a leitura e a escrita nas relações sociais. Os dados indicam que nas sociedades ocidentais, o fenômeno o do analfabetismo funcional, longe de diminuir, aumenta a ritmo regular. Por outro lado, as frequentes referências da mídia aos poucos aficionados pela leitura existente em nosso país e a publicação de estatísticas de venda de livros e de jornais também constituem claro expoente de que não seutiliza a leitura tanto quanto se poderia e que, de qualquer forma, não se lê muito. Embora estes dados devessem ser adequadamente contrastados, a verdade é que leva a questionar algumas das práticas educativas que se realizam em nossa sociedade com relação à alfabetização.
Deste modo, é possível assistir com certa regularidade à reedição do debate sobre os métodos através dos quais se ensina ascrianças a ler, à discussão em torno da idade em que deve ser iniciada a instrução formal em leitura ou sobre os aspectos indicadores de uma leitura eficaz.
Embora todos os debates e discussões sejam válidos, pois promovem o contraste de opiniões e a revisão de práticas de ensino e de pesquisa, essas discussões causam certo ceticismo sobre a utilidade quando gerados em um contexto desprovido dejustificativa teórica ou quando os pressupostos teóricos em que se baseia a defesa de diversos métodos são claramente opostos e contraditórios entre si. Quando isso ocorre, cria-se um conflito geralmente sem solução e se desperdiça uma excelente oportunidade de transformar tal conflito em controvérsia construtiva.
Considera-se que o problema do ensino da leitura na escola não se situa no nível dométodo, mas na própria conceitualização do que é a leitura, da forma em que é avaliada pelas equipes de professores, do papel que ocupa no Projeto Pedagógico da Escola, dos meios que se adotam para favorecê-la e, naturalmente, das propostas metodológicas que se adotam para ensiná-la. Estas propostas não representam o único nem o primeiro aspecto; considerá-las de forma exclusiva equivaleria acomeçar a construção de uma casa pelo telhado.
Quando a discussão centra-se nos métodos ou nas idades em que deve ser iniciada a instrução formal, opera-se simultaneamente uma assimilação e uma restrição: assimila-se a aquisição e o ensino da leitura à aquisição e ensino do código e se restringe aquilo que a leitura envolve e que supera as habilidades de decodificação. Em outras palavras, mesmo...
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